domingo, 31 de julho de 2011

Notícias do CPC - Ano VI – nº. 91 – 01/08/2011

Nesta edição: Comemoração dos 10 anos do CPC * Políticas Culturais: Encontro Nacional de Produção Cultural # Seminário Permanente de Políticas Públicas de Cultura do Estado do Rio de Janeiro * Editais: FURNAS/RJ * Opinião: Roberta Martins escreve sobre o encontro dos Pontos de Cultura e gestores culturais da Região Serrana * Diana Aragão indica: Show em comemoração ao centenário de Pedro Caetano reúne Marcos Sacramento, Cristina Buarque e Mariana Baltar no Teatro Rival Petrobras * Notas e agenda: Funarte reabre o Teatro Dulcina # Eliane Faria todas as quintas no Cariocando # Mostra Artista de Rua # Maria da Conceição Tavares discute a economia brasileira no governo da presidenta Dilma
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Nesta sexta-feira, 05 de agosto o Projeto Consultoria Cultural do Sindicato de Consultoria/SINTCON irá comemorar os dez anos do CPC

Na programação um show com o repertório de Aracy, com as cantoras Nina Rosa e Roberta Orlans (acompanhadas pelos músicos Tomaz Miranda, Maurício Massunaga, Marcelo Maciel e Almir Bacana) e ainda homenagens a alguns dos que muitos que contribuíram com a entidade desde a sua fundação em 11 de junho de 2001. Entre os homenageados estão, o Vereador Eliomar Coelho Psol-RJ, Sônia Julianelli Ferreira, viúva do compositor Xangô da Mangueira e Nancy Moreira, viúva do compositor Bucy Moreira. A atividade tem entrada franca e será às 18:30 h na sede do Sintcon na Rua Álvaro Alvim,37/5º.

Pede-se que o público leve livros e CDs para serem doados, trocados, “libertados”.
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Políticas culturais:

1 - Encontro Nacional de Produção Cultural – Formação e Caminhos da Profissão


O curso de Produção Cultural do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia/IFRJ e o Centro Acadêmico Mário Lago (entidade estudantil) com apoio da Funarte, realizam nos próximos dias 18 e 19 de agosto, encontro para discutir os rumos da profissão e o mercado de trabalho.

Será na Sala Funarte Sidney Miller (Palácio Gustavo Capanema, rua da Imprensa, 16 – Térreo ) tem inscrições abertas até a próxima sexta-feira, 05/08.

Inscrições e maiores informações no link:
http://encontronacionalpc.blogspot.com/

2 - A Comissão Estadual dos Gestores de Cultura /COMCULTURA RJ e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ estão com inscrições abertas para a 10º Edição do Seminário Permanente de Políticas Públicas de Cultura do Estado do Rio de Janeiro:

O seminário tem apoio da Fundação Casa de Rui Barbosa – MinC - e da Secretaria de Estado de Cultura RJ, financiamento do Programa Cultura Viva da Secretaria Cidadania e Diversidade Cultural - MinC - com o qual viabilizou-se o Pontão Rede Fluminense de Cultura – Comcultura RJ -, realizadora do seminário.

Entre a aula inaugural em 31 de agosto, 13:30h – UERJ Maracanã (Auditório 13 – Pavilhão Central ) e 30 de novembro, encerramento com entrega de trabalhos, os alunos/participantes verão temas diversos, divididos em cinco módulos.

As aulas e palestras acontecerão às quartas-feiras (de 11 às 18h) e serão ministradas pelos professores/palestrantes: Luis Porta, Lia Calabre, Cristina Amélia Carvalho, Flavia Barreto, Marcondes Neto, Marilda Ormy, Flavio Aniceto, Andréa Falcão, Bernardo Machado, Valeria Guimarães, Cascia Frade, Cleise Campos, Guilherme Lemos, Adair Rocha, Ricardo Lima, Rafael Nacif, André Diniz, Leonardo Mesentier, Mariana Várzea, Maria Amélia Curvello, Sonia Cardoso, Ivan Cid Junior, Ricardo Adriano, Marta Fonseca e Márcia Bibiane.

Serão certificados (pela UERJ) os participantes que tiverem no mínimo 75% freqüência e apresentarem trabalho de conclusão de curso. As inscrições vão até o dia 20 de agosto.

Mais informações e/ou esclarecimentos: COMCULTURA RJ - Comissão Estadual dos Gestores de Cultura (21)9810-4978 (21)2725-6084 / e-mail: comcultura.rj@gmail.com www.comculturarj.blogspot.com, e/ou Departamento Cultural UERJ - Decult SR3 UERJ (Rua São Francisco Xavier, 524, Bloco F, Sala T-126 /CEP 20550-013 (21)2334-0114).
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Editais:
O Espaço Cultural Eletrobras Furnas, localizado em Botafogo/RJ, recebe até o dia 12 de agosto inscrições de projetos culturais para o ano de 2012.

A programação será viabilizada por um investimento de R$ 1,3 milhão em recursos próprios, sem a utilização dos benefícios da Lei Rouanet.
Além de exposições de todo tipo de artes visuais, podem ser inscritos projetos de artes cênicas, shows musicais, encontros literários, lançamentos de livros, palestras e outras atividades culturais.
O formulário de inscrição está disponível no site www.furnas.com.br e a relação dos projetos selecionados será divulgada até o dia 21 de outubro.
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Opinião:

Culturando na Serra - Uma observação sobre o I Encontro Regional 2011 do Comcultura e da Micro Teia - Fórum de Pontos de Cultura.

Por Roberta Martins


Dizer que a cultura do estado do Rio de Janeiro é rica, diversa e intensa, não é nada original. Virou quase um bordão. Mesmo assim, considero importante fazê-lo, engrossando o coro com aqueles que entoam quase como um mantra, a afirmação de que não apenas a capital deve ser vista como produtora de cultura. Por mais óbvia que possa parecer, ainda hoje, se faz necessária essa consideração, tal a força e referência da produção cultural carioca que irradia não apenas para o conjunto do estado, mas por todo o país.

Afirmar a diversidade do que se faz pelos quatro cantos de nosso estado, em minha opinião, exige o conhecimento do que se produz; o reconhecimento da condição de produtores dos mais variados atores sociais, e de que estes são sujeitos da cultura, e compreender a diversidade cultural como a capacidade de expressão de um povo em sua riqueza de formas de expressão - múltipla e difusa – e também na pluralidade de práticas culturais que devem ser protegidas e promovidas, pois constitui o rico patrimônio do estado.

Dessa forma, ao reconhecer o estado do Rio de Janeiro em sua complexidade e na variedade de suas faces, consolida-se um posicionamento político mais sensível às suas reais necessidades, que leva o poder público a se abrir para a construção de políticas públicas de acordo com as linguagens, especificidades, signos e significados variados dos fluminenses.

Esse foi o espírito que predominou na região serrana do Rio de Janeiro, durante o I Encontro Regional 2011 da Comcultura RJ e da Micro Teia - Fórum de Pontos de Cultura, sob o tema “A Cultura como ferramenta em rede nas políticas culturais da Região Serrana - RJ”, entre os dias 21 e 24 de julho. Reuniram-se durante o encontro gestores públicos de cultura de 15 prefeituras, agentes culturais, 25 Pontos de Cultura, pontinhos de cultura, pontos de leitura, cineclubes mais cultura, representantes do Ministério da Cultura – o representante regional, técnicos do IPHAN e a coordenadora dos pontos de cultura RJ/ES - e da Secretaria Estadual de Cultura.

A ideia foi trazer a especificidade da região, vitimada pela catástrofe natural de janeiro, e promover um encontro que proporcionasse a troca entre gestores, agentes culturais e Pontos de Cultura, em torno de propostas de reconstrução e desenvolvimento, através de ações culturais, para as cidades da região, e elaborar políticas culturais através do debate coletivo e articulação de uma grande rede.

Levando-se em conta a amplitude de questões colocadas pelos participantes, e a dimensão de complexidade dos debates específicos da região, destaco alguns pontos que foram discutidos e em minha opinião foram os centrais:
- A necessidade de criação do que foi chamado de ‘Protocolo da cultura frente a catástrofes’, motivado pela vivência dos agentes culturais e pontos de cultura da situação de calamidade na região do início do ano e que possa servir de referência para a realização dos setores culturais, em situações de calamidade. Trazendo um debate bastante interessante de qual o papel de cultura frente a momentos de exceção pelos quais muitas cidades passam, além da perspectiva da reconstrução física patrimonial, mas que envolvam ações imediatas e que envolvam a importância do simbólico e da perspectiva humana das ações culturais.
- Iniciativas de fortalecimento das ações culturais e circulação de artistas na região. Ações concretas nesse sentido já estão em curso por iniciativa do Fórum de Gestores públicos em parceria com o MinC, através da representação regional. Destaca-se nesse sentido, a iniciativa em torno do ‘Projeto Circulares’ em fase de estruturação, e de busca de parcerias para investimento direto na região, como por exemplo, a Casa da Moeda.
- Discussão em torno dos pontos de cultura, em que se afirma o caráter de promoção de cultura cidadã e de práticas culturais, e da gestão compartilhada entre sociedade civil e poder público. Desatacada por muitos participantes a defesa dos Pontos de cultura e do ‘Projeto de Lei Cultura Viva’. Foi pontuada a importância da rede de pontos de cultura, em relação à Secretaria de Estado de Cultura, por ser uma rede com muitos pontos na região. Também se destaca a importância do fortalecimento da ‘Rede dos Pontos de Cultura’, numa perspectiva integradora, sem a separação entre pontos de cultura conveniados pelo Governo do Estado ou Ministério da Cultura. Importante ressaltar a importância dos pontos de cultura nos municipais e a relação com os órgãos de cultura das prefeituras, muitas vezes de parceria concreta, de sessão de espaço, parceria financeira etc.
- Uma das preocupações apresentadas no encontro foi relativa ao marco legal e institucional da cultura nos municípios. Foi pontuado a necessidade de potencialização por parte do MinC e também da SEC-RJ de ações que fortaleçam as iniciativas municipais de elaboração dos Planos Municipais de Cultura e do Sistema Municipal de Cultura.

Outras questões foram discutidas, e ao término foram entregues uma pauta de reivindicações do Fórum dos Pontos de Cultura e uma carta elaborada pelo Fórum dos Gestores Municipais de Cultura, ao representante da Regional do MinC/RJ-ES e a representante da SEC-RJ, em que afirmam a importância e urgência de investimentos públicos na área da cultura para a região serrana.

Encerro essa observação retomando o início desse texto, o conceito da diversidade está intimamente relacionado à noção de direitos culturais como parte dos direitos humanos, e em minha opinião associado de maneira estratégica a qualquer projeto de desenvolvimento. Ao realizarmos encontros como esse, partindo do concreto vivido e pensado pelos agentes culturais locais estamos fortalecimento de uma concepção política, que através do reconhecimento e da valorização da diversidade cultural, fortalece a democratização da gestão cultural, a participação da sociedade civil nas decisões políticas e no processo de gestão pública. Na perspectiva de uma avaliação crítica, longe de se constituir em encontro neutro, trouxe em si os conflitos e divergências, próprios das práticas democráticas, e por isso mesmo, consolidou a prática concreta de construção coletiva em busca de soluções para o desenvolvimento tendo a cultura como referência e envolvendo gestores públicos municipais, estadual e do MinC e sociedade civil. A realização do encontro, com financiamento do Programa Cultura Viva-Ministério da Cultura, através do Pontão Rede Fluminense de Cultura – Comcultura RJ, contou com apoio da Secretaria Estadual de Cultura RJ, e ainda, participação do Fórum Estadual Pontos de Cultura RJ e Es.
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Diana Aragão indica:

Pedro Caetano 100 anos !


No ano em que se comemora o centenário de Pedro Caetano, os cantores Marcos Sacramento, Cristina Buarque e Mariana Baltar fazem dois shows em homenagem ao grande compositor nos dias 24 e 25 de agosto, às 19h30m. no Teatro Rival Petrobras. Ingressos a R$ 40,00 (inteira), R$30,00 (para os primeiros 200 compradores) e R$20,00 (estudante, idoso, professor da rede municipal e lista amiga)
Pedro Caetano 100 anos! reúne num mesmo palco esses três grandes cantores, nomes que se destacam no cenário cultural por sua íntima relação com a tradição musical do país, e reconhecem o samba como uma das mais expressivas manifestações da nossa cultura. Para acompanhá-los, os músicos do trio Terno Carioca, Luiz Flávio Alcofra, Pedro Aragão e Lena Verani, se integrarão aos consagrados Josimar Carneiro e Jayme Vignoli, ambos do Água de Moringa, contando ainda com os percussionistas Netinho Albuquerque e Magno, em arranjos primorosos. No repertório, clássicos do autor e outros menos conhecidos. Um espetáculo de MPB de primeiríssima qualidade.

Pedro Caetano nasceu em Bananal, SP, mas foi no RJ que viveu a maior parte de sua vida, onde seu talento para música floresceu e encontrou ambiente propício para se desenvolver. Foi frequentador assíduo do Café Nice, um dos bares onde germinava a boêmia carioca e se lançavam os fundamentos do que hoje chamamos de MPB, na chamada época de ouro do rádio, nos anos 30 e 40. Lá, conheceu autores que, como ele próprio, se tornariam grandes nomes da nossa música, muitos dos quais seriam seus parceiros em composições inspiradas, que percorrem os vários gêneros musicais.

Autor de clássicos como É com esse que eu vou, Onde estão os tamborins, Caprichos do Destino, Botões de Laranjeira, teve suas composições gravadas por cantores de sucesso, no passado, e mesmo hoje sua obra é bastante revisitada. A direção musical é de Marcos Sacramento .

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Notas e agenda:
1 - Teatro Dulcina é reaberto

Uma das maiores reivindicações da área teatral do Rio de Janeiro será atendida, nesta terça-feira, 02/08 de agosto, às 20h, a Fundação Nacional de Artes/Funarte do Ministério da Cultura, reinaugura o Teatro Dulcina, no Rio de Janeiro. A solenidade contará com a presença da ministra Ana de Hollanda, do presidente da Funarte, Antonio Grassi, além de artistas e diversos convidados.
Na ocasião, as atrizes Bibi Ferreira, Nathália Timberg e Marília Pêra apresentarão Um Brinde à Dulcina!, espetáculo criado especialmente para homenagear Dulcina de Moraes (1908-1996), que trabalhou como atriz, diretora e empresária teatral.
Para o público, a programação de reabertura do Dulcina vai do dia 5 de agosto a 9 de setembro e inclui, dentre outros, Bibi in concert IV – 70 anos de histórias e canções; Viver sem tempos mortos, com Fernanda Montenegro; e Uma Flauta Mágica- espetáculo de Peter Brook .
Como todos os fatos na área cultural geram polêmica – o que é bom, pois a partir dela crescemos, e negar a divergência é negar a própria origem e “função” da cultura – já lemos na rede Internet alguns produtores e ativistas criticando o caráter de “teatrão” da programação do Dulcina.
Discordamos dessa visão, para nós os espaços de cultura podem e devem ser ocupados por todos os artistas, produtores e fazedores de arte. Produções e ou artistas que têm apelo comercial, a maior parte das vezes, não são acessíveis ao grande público, a não ser de forma subsidiada pelo Estado. Lembramos que essa prática, que possibilita o acesso de espetáculos ao grande público não é incomum, se faz por todo país por governos municipais e estaduais e mesmo em outras iniciativas do governo federal.
Muito provavelmente um espetáculo com Bibi, ou Fernandona em um teatro comercial não tem ingressos menores que R$50,00 reais e acreditamos que no teatro administrado pela Funarte esse bilhete será bem baratinho ou até gratuito em alguns casos.
Mas, esperamos que esse seja um espaço que tenha uma programação que prime pela pluralidade, não apenas com produções de apelo comercial, mas considerando o teatro experimental, produções de grupos, companhias e artistas que primem pela ousadia estética, produções populares e quem mais quiser chegar.

De mais, só podemos desejar “M” para o Dulcina!

O Teatro Dulcina fica na Rua Alcindo Guanabara, Cinelândia, Rio de Janeiro.

2 - Eliane Faria no Catete

A cantora Eliane Faria apresenta todas as quintas-feiras, às 21h, no Bar Cariocando (Rua Silveira Martins, 139 – tel. 2557-3646) seu show “A filha do samba” ( em referência ao seu pai, Paulinho da Viola e aos seus muitos padrinhos como Nelson Sargento e Noca da Portela).

3 - Mostra Artista de Rua

Conforme já anunciamos a mostra, realizada pela Associação Cultural Boa Praça, Tuiuiú Comunicação e SESC Rio, a mostra iniciada em julho fará até novembro (todos os domingos de manhã), circulação de espetáculos de artistas de rua em 12 comunidades do Rio.

Em 07/08, 10h, a programação será na Praça Osmar do Cavaco (área externa ao Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes) com o espetáculo “Charlatões mais sinceros do mundo” da Cia. 2 Banquinhos.

Além da qualidade da companhia, esta programação em especial é importante pois a praça – que homenageia o falecido compositor e membro da Velha Guarda da Portela – encontra-se totalmente deteriorada e a Mostra Artista de Rua está fazendo uma parceria com o governo do Estado (que administra através da FUNARJ o teatro) e a prefeitura do Rio para revitalizar estrutural e culturalmente o lugar.

Em 14/08, 10h, na Praça Nobel – Andaraí se apresentará o artista Sérgio Sérgio. Confiram a programação completa no site: www.artistaderua.com

4 – Maria da Conceição Tavares
Saindo um pouco da nossa área preferencial, mas nem tanto, pois como nós gostamos de defender “tudo é cultural”, convocamos para o debate:
A economia brasileira, como vai? com a professora Maria da Conceição Tavares
Dia 15/08 (Segunda-feira) – às 18h30 no Sindicato dos Metroviários (Av. Rio Branco, 277 / 4º Andar - Cinelândia).
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Boletim CPC - Ano VI – nº. 90 – 11/07/2011



Nesta edição: Políticas Culturais: RJ e Sistema Nacional de Cultura * Araruama faz mais um encontro sobre Sistema e Plano Municipal de Cultura * Estudos sobre políticas culturais: Fundação Casa de Rui Barbosa e COMCULTURA* Pontos de Cultura: Micro Teia dos Pontos de Cultura da Região Serrana * Opinião: Ana Terra escreve sobre Sistema Criativo da Música Brasileira . * Diana Aragão: dicas sobre shows no Centro de Referência da Música * Notas e agenda: Dia do Jongo será comemorado no Rio de Janeiro * Mostra Artista de Rua apresentará espetáculos em comunidades do Rio de Janeiro * A Teatralidade do Humano em livro * Petrópolis discute “ Empreendedor Individual da Cultura” * ABL recebe Samba de Fato homenageando Noel Rosa * Tania Malheiros comemora 10 anos de carreira * Mostra África Diversa – I Encontro de Cultura Afro-Brasileira no Calouste Gulbenkian
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Políticas culturais:

1: Rio de Janeiro bem na fita em relação ao Sistema Nacional de Cultura
Segundo o secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, João Roberto Peixe, o Rio de Janeiro é o quarto Estado com maior percentual de adesões ao Sistema Nacional de Cultura/SNC. Até agora, 18 municípios já aderiram ou estão em processo de adesão ao sistema, o que corresponde a 19,6% das 92 prefeituras fluminenses. Nosso Estado só perde para o Maranhão, com 25,8 %; o Ceará, com 22,3%; e o Pernambuco, com 22,2% dos municípios já incluídos no SNC. Em todo o país, 471 prefeituras aderiram ao sistema, o que corresponde a 8,5% dos municípios brasileiros. Entre os Governos estaduais, apenas cinco já aderiram ao SNC.
Neste sentido, precisamos “correr atrás” ainda mais, e o trabalho de entidades como a Comissão Estadual dos Gestores de Cultura - COMCULTURA RJ - é importante, articulando e estimulando a ação nestas cidades fluminenses.

2: Um bom exemplo é a atuação desta entidade em Araruama

Nesta terça-feira, dia 12 de Julho, às 19h, no Colégio Cenecista de São Vicente de Paulo, acontece mais uma reunião regional para a elaboração e implementação do Sistema Municipal de Cultura deste município da Região dos Lagos.
A mesma é convocada pela Prefeitura Municipal de Araruama - RJ, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com consultoria da professora Cleise Campos, da COMCULTURA, junto com a Equipe da Subsecretaria Municipal de Cultura, liderada pelo professor Ricardo Adriano. Outras informações na Subsecretaria Municipal de Cultura: cultura@araruama.rj.gov.br / araruamacultura@gmail.com, ou diretamente no Teatro Municipal da cidade, na Praça Antonia Raposo s/nº, Centro, Araruama- RJ.

3: Estudos sobre políticas culturais

3.1- Fundação Casa de Rui Barbosa: O setor de Pesquisa de Política e Culturas Comparadas anuncia os trabalhos selecionados para o II Seminário Internacional de Políticas Culturais que acontecerá nos dias 21 a 23 de setembro de 2011, no auditório da instituição. A FCRB recebeu cerca de 80 inscrições de pesquisadores nacionais e estrangeiros, representando diversos estados do país, além da Argentina, Venezuela e Espanha. A lista de trabalhos selecionados e que serão apresentados encontra-se em:
http://www.casaruibarbosa.gov.br/interna.php?page=materia&ID_S=9&NM_Secao=not%C3%ADcias&ID_M=2054

3.2 – A já citada COMCULTURA, em conjunto com o DeCult SR3 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ estão recebendo inscrições para a Décima Edição do Seminário Permanente de Políticas Públicas de Cultura do Estado do Rio de Janeiro:

O seminário tem apoio da Fundação Casa de Rui Barbosa – MinC - e da Secretaria de Estado de Cultura RJ, financiamento do Programa Cultura Viva da Secretaria Cidadania e Diversidade Cultural - MinC - com o qual viabilizou-se o Pontão Rede Fluminense de Cultura – Comcultura RJ -, realizadora do seminário.

Entre a aula inaugural em 31 de agosto, 13:30h – UERJ Maracanã (Auditório 13 – Pavilhão Central ) e 30 de novembro, encerramento com entrega de trabalhos, os alunos/participantes verão temas diversos, divididos em cinco módulos I - Cultura e Política Cultural, II - Gestão Cultural e Transversalidade da Cultura; III – Comunicação, Economia e Financiamento da Cultura; IV – Experiências Municipais, Identidade e Memória; V – Desenvolvimento de trabalho de curso.

As aulas e palestras acontecerão às quartas-feiras (de 11 às 18h) e serão ministradas pelos professores/palestrantes: Luis Porta, Lia Calabre, Cristina Amélia Carvalho, Flavia Barreto, Marcondes Neto, Marilda Ormy, Flavio Aniceto, Andréa Falcão, Bernardo Machado, Valeria Guimarães, Cascia Frade, Cleise Campos, Guilherme Lemos, Adair Rocha, Ricardo Lima, Rafael Nacif, André Diniz, Leonardo Mesentier, Mariana Várzea, Maria Amélia Curvello, Sonia Cardoso, Ivan Cid Junior, Ricardo Adriano, Marta Fonseca, Márcia Bibiane, Guilherme Lemos.

Serão emitidos certificados (pela UERJ) para os participantes com 75% freqüência e que apresentarem trabalho de conclusão de curso. As inscrições vão até o dia 20 de agosto. Mais informações e/ou esclarecimentos: COMCULTURA RJ - Comissão Estadual dos Gestores de Cultura (21)9810-4978 (21)2725-6084 / e-mail: comcultura.rj@gmail.com www.comculturarj.blogspot.com - www.comcultura.com.br e/ou Departamento Cultural UERJ - Decult SR3 UERJ
Rua São Francisco Xavier, 524, Bloco F, Sala T-126 /CEP 20550-013 (21)2334-0114.
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Pelos Pontos de Cultura:

1 - I Encontro Regional 2011 - COMCULTURA RJ - Micro Teia dos Pontos de Cultura da Região Serrana “A cultura como ferramenta de desenvolvimento: integração em rede nas políticas culturais da Região Serrana- RJ”:

O Fórum de Pontos de Cultura da Região realizará a Micro Teia da região, nos próximos dias 21, 22, 23 e 24 de Julho, no Colégio Estadual José Martins da Costa - Rua Rodrigues Alves, 368, Centro / São Pedro da Serra – Nova Friburgo.
O encontro que terá a participação da secretária de Estado da Cultura, Adriana Rattes e da secretária de Cidadania Cultural do MinC, Marta Porto, entre outras autoridades e representações, tem concepção e organização do Fórum Pontos de Cultura Região Serrana, COMCULTURA e ainda Associação Centro Cultural Viva - Pontinho de Cultura de Duas Barras, Associação Cine Clube Lumiar - Cine Mais Cultura, Instituto de Imagem e Cidadania - Ponto de Cultura Sobrado Cultural Rural, Oficina Escola Mãos de Luz - Ponto de Cultura Tesouros da Terra – Lumiar, apoio do Prêmio Tuxauá 2009 / Programa Cultura Viva – MinC, Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa do Rio/ALERJ e Secretaria de Estado da Cultura. Mais informações e inscrições:

Pontão Rede Fluminense de Cultura – Comcultura RJ ( 21 ) 2725-6084 / 9810-4978
www.comculturarj.blogspot.com / comcultura.rj@gmail.com

Ponto de Cultura de Lumiar – Oficina Mãos de Luz ( 22 ) 2452-4199
www.asmaosdeluz.com.br

Ponto de Cultura Rural – Instituto de Imagem e Cidadania ( 22 ) 9881-3222
www.imagemcidadania.blogspot.com

Ponto de Cultura Rural – Instituto de Imagem e Cidadania ( 22 ) 9881-3222
www.imagemcidadania.blogspot.com

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Opinião:

Sistema Criativo da Música Brasileira .

Por Ana Terra



Criando novos modelos diferenciados de negócios e gestão para a música do Brasil, uma necessidade social.

“Mesmo as camadas mais inteligentes dos povos não europeus acostumaram-se a enxergar-se e as suas comunidades como uma infra-humanidade, cujo destino era ocupar uma posição subalterna pelo simples fato de que a sua era inferior à da população européia”.
Darcy Ribeiro
Quando nos referimos aos países hegemônicos como primeiro mundo, e ao nosso como terceiro mundo estamos apenas reproduzindo a lógica da dominação que, junto com seus espelhinhos, trouxeram conceitos e preconceitos de tal forma introjetados que nem damos conta.

Quando nós mesmos, músicos, dizemos que a classe é desunida e desarticulada e por isso está na lamentável situação em que se encontra, estamos apenas reproduzindo esse discurso que poupa os reais responsáveis por essa situação: o poder público que direciona políticas através de editais e verbas privilegiando o poder econômico, e não o mercado de trabalho para o músico e as entidades de classe, que são omissas ou cooptadas.

Músicos eram considerados vagabundos, malandros, desocupados. Quando ironicamente passam a ser a alma da festa, entram pela porta dos fundos e comem na cozinha, locais dos trabalhos “subalternos”, desvalorizados em relação aos locais “nobres”. Nas casas com música ao vivo, ainda hoje essa situação se mantém porque são roubados pelos proprietários, que não lhes repassam integralmente o couvert artístico. Assim como trabalham de graça nas feiras e festivais de música, quando todos os outros profissionais são pagos, e o que é pior, com dinheiro público.

A baixa auto-estima do artista é fundamental para manter as coisas como estão. E a naturalização dos conceitos também. Como disse o filósofo Antonio Negri: “Todos os elementos de corrupção e exploração nos são impostos pelos regimes de produção linguística e comunicativa: destruí-los com palavras é tão urgente quanto fazê-los com ações.”

Tratar a arte como cadeia produtiva é o primeiro conceito a ser questionado. As análises e modelos da economia que são utilizados para as atividades industriais e comerciais, em geral, não são adequados às artes, por tratar-se de outra natureza de mercadoria e função social.

A arte da música não é um simples elo de uma cadeia produtiva. A arte da música é a razão de ser de todas as atividades do mundo da música. A obra de arte é um produto que não tem valor utilitário, mas valor simbólico, e o simbólico é um dos ingredientes da fórmula humana. É uma necessidade social. A produção da obra de arte não depende só de treinamento e vontade, mas de talento, vocação e dedicação. Para uma atividade diferenciada o modelo deve ser diferenciado.

Esta é uma proposta de modelo para se pensar a atividade musical a partir de sua origem, a criação. Pensando a música como sistema e não como cadeia.

Definições

MÚSICOS PROFISSIONAIS BRASILEIROS - São compositores, letristas, instrumentistas, arranjadores, regentes e cantores nascidos no Brasil ou naturalizados, que recebem remuneração pelo seu trabalho.

SISTEMA CRIATIVO - É criado a partir de um núcleo vital sem o qual ele não existe. Como o sistema solar.

NÚCLEO CRIATIVO – É composto pelo músico profissional brasileiro. Sem o compositor não há obra. Sem o intérprete não há comunicação da obra

O NÚCLEO CRIATIVO é autopoiese. Poiesis em grego quer dizer poesia, criação, produção. Autopoética= autoprodutor. Todo músico é indiscutivelmente produtor musical porque produz a obra. Esta categoria vem sendo confundida com produtor industrial e comercial, que são de natureza técnica, não personalizada, que o artista pode ou não também ser, caso tenha acesso aos meios de produção e circulação.

Todas as atividades da economia da música derivam do NÚCLEO CRIATIVO. Os detentores dos meios de produção e circulação da obra musical organizados como pessoa jurídica, invertem as relações fazendo crer que são “produtores do artista” quando na verdade todo artista é naturalmente autoprodutor.

Para aquele que se dedica integralmente à produção da obra de arte na sociedade mercantilista, sua produção precisa tornar-se uma mercadoria para que dela advenha seu sustento.

Todo artista é pessoa física e é dessa condição que realiza como autor e/ou intérprete a produção da obra musical. O artista pode contratar profissional ou empresa especializada em indústria e em comércio para obter mais ganhos com o seu produto.

O Estado brasileiro privilegia a pessoa jurídica nos encargos sociais, obrigando a pessoa física a tornar-se jurídica. Para essa realidade é necessária a criação de figura jurídica exclusiva para o NÚCLEO CRIATIVO similar ao MEI: microempreendedor individual.

Com os avanços tecnológicos, muitas coisas mudaram. Antes, o NÚCLEO CRIATIVO precisava de: editor da obra, gravadora, distribuidor, empresário, produtor, divulgador. Hoje, o compositor pode autorizar a gravação e receber seus direitos autorais diretamente, isto é, sem editar a obra. Os intérpretes podem gravar em estúdio caseiro ou alugar estúdio. A venda do fonograma pode ser direta. Os intérpretes podem ser seus próprios empresários, divulgadores e produtores.

O compositor produz a obra. O intérprete instrumentista e/ou vocal produz a comunicação da obra por meio de execução ao vivo e/ou gravação.

Uma forma mais justa e orgânica é possível para o mundo da música. Baseados na recente vertente chamada Economia Criativa, estamos criando novos modelos de negócios e gestão a partir da ótica do NÚCLEO CRIATIVO. E com os valores éticos de solidariedade, cooperação e justiça vamos construindo um novo mundo possível, a CASA do MÚSICO.

Publicado originalmente em: http://www.viapolitica.com.br/noticia_view.php?id_noticia=433#

Ana Terra é compositora e escritora.
contato: anaterra01@gmail.com Blog: http://anaterra01.blogspot.com/ e http://casadomusicorj.blogspot.com/
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Diana Aragão indica:

O Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola localizado na Tijuca realiza em julho diversos shows de MPB como os dois listados abaixo:
Dia 14, quinta-feira às 17h
Show “Mestres do samba” com Eduardo Canto
Depois do sucesso do show em homenagem a Lupicínio Rodrigues, Eduardo Canto lança “Samba de mestre” que nos remete ao Rio antigo, às suas histórias de malandragem e às noites apaixonantes embaladas pelas poesias musicadas de compositores da época de ouro do rádio.
Dias 15 e 16, sexta-feira às 19:30h; e sábado às 19h
Show “Noite sem fim” com Mário Noya
Não diferente de muitos profissionais da música no Brasil, a escola deste mineiro foi mesmo a noite. Filho de um violonista o talento musical e poético de Mário Noya já se manifestava desde sua infância. Iniciou sua carreira tocando em bares, festas e eventos musicais em diversas casas noturnas de Belo Horizonte e cidades vizinhas.
No inicio dos anos 90 uniu-se a outros músicos e formou a banda “Brilho de Beleza”, com um estilo dançante. Teve até então seu melhor desempenho, fazendo uma música pop com elementos do samba reggae. Por muito tempo manteve shows semanais no tradicional bairro de Santa Teresa-BH com média de duas mil pessoas em pleno domingo. Mário Noya lança agora o novo CD “Noite Sem Fim”, que foi gravado no período de março a abril de 2010 no Rio de Janeiro. O álbum que tem dez músicas próprias (algumas em parceria como “Beijo Roubado”, assinada também pelos compositores potiguares Romildo Soares e Geraldo Carvalho), foi produzido por J Souza e arranjado por Guto Wirtti e Henrique Band.

O Centro fica na: Rua Conde de Bonfim, 824 - Tijuca
Informações: 3238-3831
Ingresso: R$ 16,00 (Inteira) R$ 8,00 (meia)
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Notas e agenda:

1: O Dia do Jongo será comemorado no Rio de Janeiro com uma audiência pública no Palácio Gustavo Capanema, no próximo dia 26 de julho. O evento é promovido pela Comissão de Cultura e Educação da Assembléia Legislativa/ALERJ, em parceria com o Ministério da Cultura. A data foi escolhida por ser dia da orixá Nanã, padroeira desta importante manifestação cultural africana. Desde 2005, a manifestação é considerada patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Durante a audiência, grupos de todo o Estado vão discutir os problemas que cada comunidade jongueira e Tia Maria do Jongo, de 90 anos, representante do tradicional jongo da Serrinha, no bairro de Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, receberá a medalha Tiradentes, concedida pela ALERJ.

2: Mostra Artista de Rua apresentará espetáculos em comunidades do Rio de Janeiro:

Realizada pela Associação Cultural Boa Praça, Tuiuiú Comunicação e SESC Rio, a mostra iniciada no último domingo, 10/07, até novembro fará todos os domingos de manhã, circulação de espetáculos de artistas de rua em 12 comunidades do Rio. Serão apresentações de teatro, circo, bonecos, artes plásticas e música, entre as quais se apresentarão a Cia Será o Benedito?!, o Coletivo Nopok em locais como Curicica, Marechal Hermes, Morro do Salgueiro, Vargem Grande, Chácara do Céu, entre outros. O produtor cultural e cientista social, Flavio Aniceto participará da ação, realizando uma pesquisa de campo, observando a reação das comunidades, características culturais das mesmas, etc. Ao final de todo o processo, será realizado um seminário, coordenado pelo mesmo. Confira a programação no site: www.sescrio.org.br e www.artistaderua.com

3: A atriz, jornalista e produtora Ana Lúcia Pardo convida para o lançamento do livro "A Teatralidade do Humano", resultado do ciclo organizado pela mesma e que reúne nomes diversos da cultura brasileira e internacional, será nesta terça, 12/07, às 19h30, no OI Futuro Flamengo: Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo – RJ (distribuição de senhas, 30 minutos antes). O evento contará com a participação especial da atriz Bibi Ferreira.

4: No mesmo dia 12/07, a Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis juntamente com o Conselho Municipal de Cultura e o Escritório do SEBRAE Petrópolis, realiza a palestra “Empreendedor Individual da Cultura”com o Consultor Cláudio Bastos. Esse programa tem por finalidade informar ao agente da cultura (artista, produtor, prestador de serviços para os segmentos das artes, etc. ) como se tornar um empresário individual da cultura. Será no Teatro Afonso Arinos – Centro de Cultura Raul de Leoni.


5: Na quarta-feira, 13/07, MPB na ABL, da Academia Brasileira de Letras faz uma homenagem a Noel Rosa, com o espetáculo: “Feitio de Oração” do Grupo Samba de Fato
, formado pelos talentosos Alfredo Del-Penho, Pedro Amorim, Pedro Miranda e Paulino Dias. Será às 12h30min, no Teatro R. Magalhães Jr./ABL, na Avenida Presidente Wilson 203 – Castelo, entrada franca, mais informações : www.academia.org.br/ ou tel.: 3974-2500.

6: Já na sexta-feira, 15/07, a cantora e membro do CPC, Tania Malheiros, irá comemorar dez anos de carreira, interpretando o repertório de seu primeiro CD, “Deixa eu me benzer”. Mas não faltarão sambas que marcaram a sua trajetória como “O Samba é meu Dom”, de Paulo César Pinheiro e Wilson das Neves; “Morrendo de Saudade”, de Wilson Moreira e Nei Lopes, “Nasci pra sonhar e cantar”, de Dona Ivone Lara, entre outros.

Tânia nos declarou que está muito feliz, em um momento especial, pois nesta comemoração dos 10 anos de carreira, lança seu primeiro CD, com arranjos de Gilson Peranzzetta. O show-festa será às 21h, no Bar Cariocando: Rua Silveira Martins, 139 – Catete. Tel.: 2557-3646 - Censura 14 anos. Entrada: R$ 16,00 - Estacionamento ao lado. Todos lá e parabéns para a nossa querida amiga! Mais informações: www.taniamalheiros.com.br

7: De 17 a 22/07, o Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian apresenta a mostra África Diversa – I Encontro de Cultura Afro-Brasileira, que reunirá nomes como Naná Vasconcellos/PE, Guarda de Moçambique de Nossa Senhora das Mercês/MG, Nei Lopes/RJ, Guarda de Congo de Nossa Senhora do Rosário/MG, Jongo da Serrinha/RJ, Jongo do Pinheiral/RJ, Museu Afro - Brasil/SP, Mostra do Filme Etnográfico/RJ, Emanuel Araújo/BA, Cineclube Atlântico Negro/RJ, François Moise Bamba /Burkina Faso, Haroldo Costa/RJ, Raiz de Polon/Cabo Verde, Mostra ETNODOC/RJ, Alberto da Costa e Silva/RJ, e muitos outros. A programação, que tem entrada franca, pode ser conferida em www.africadiversa.com.br .
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Licença de Uso: O conteúdo deste boletim eletrônico e de nosso blog, produzido pelo CPC Aracy de Almeida, pode ser reproduzido, desde que citada a fonte.

domingo, 26 de junho de 2011

Notícias do CPC Aracy, 27/06/2011

Boletim CPC - Ano VI – nº. 89 – 27/06/2011

Nesta edição: Homenagem ao professor e Babalorixá José Flávio * Políticas Culturais: Informes sobre a audiência pública dos Sistemas Nacional e Estadual de Cultura* Pontos de Cultura: Audiência na ALERJ, acervos da Funarte e debates do P.C Palco Escola * Opinião: Flavio Aniceto escreve sobre “Ordem pública X artistas de rua e livre acesso à cultura” * Diana Aragão: 1º Festival de Música Ecológica de Niterói e lançamento do CD do cantor Mihay * Notas e agenda: Exposição sobre Aracy tem a sua última semana em Niterói * Monocultura da “baianidade” isolou a Bahia, link para uma instigante entrevista de Albino Rubim, secretário de Cultura da Bahia * Patápio Silva em filme * TV ZO
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Homenagem:
na próxima quinta-feira, 30/06, será realizada um culto ecumênico pela passagem dos 30 dias de falecimento do Professor e Babalorixá José Flávio Pessoa de Barros. A mesma será na Capela Ecumênica da UERJ, às 9h. Aproveitamos para mandar um abraço a todos os seus familiares carnais e religiosos, alunos, amigos e companheiros. Que este grande mestre e filho de Oxalá fique na paz do Orun.
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Políticas culturais:
No Rio de Janeiro:
1: Audiência Pública sobre Sistemas de Cultura:


Foi muito representativa a audiência, presidida pelo Deputado Estadual Robson Leite PT/RJ, na última segunda-feira, 20/06, com a presença da Secretária de Estado da Cultura Adriana Rattes, do Chefe da Representação Regional MinC RJ/ES André Diniz, do Secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, João Roberto Peixe e da Assessora Especial do MinC, Morgana Eneile.

Em um plenário cheio, representantes de 50 municípios, pontos de cultura e de muitas entidades civis como Sindicato dos Artistas, Encontrarte, COMCULTURA, Associação dos Servidores da FUNARJ, Associação Brasileira de Museologia, entre outras, ouviram a explanação do secretário Peixe sobre o Sistema Nacional e o compromisso de Adriana Rattes com o Sistema Estadual, esta apresentou um cronograma de ações – finalizando em maio/2012 - com a apresentação da nova Lei Estadual de Cultura (que englobará Plano, Sistema e mudanças no Conselho Estadual de Cultura).

Já a Secretaria Municipal de Cultura do Rio - capital, representada pela subsecretaria Rita Sá Marques Pereira disse genericamente que o município apoiava as ações em curso sobre o Sistema e que o Conselho Municipal de Cultura seria retomado (o conselho é provisório e inativo desde 2009, época de Jandira Feghali como secretária, hoje a mesma é deputada e presidente da Frente Parlamentar de Cultura na Câmara dos Deputados).

Algumas delegações como a da Região Serrana foram muito fortes, Silvio, de Cachoeiras de Macacu falou pelo grupo, assim como a da Baixada Fluminense, tendo Augusto Vargas, de Nilópolis se pronunciado pelos mesmos.

O presidente da Comissão de Cultura da ALERJ, Deputado Robson Leite encaminhou no final da audiência a criação de um grupo de trabalho para o acompanhamento da implementação dos Sistemas Estadual e Municipais de Cultura e que fará audiências nas oito regiões do Estado do RJ. .............................................................................................................................................
2 – segunda mesa do Seminário sobre artes cênicas nas ruas
O Projeto Boa Praça ( http://www.boapraca.art.br/), conforme anunciamos na edição anterior, fará nesta segunda, 27/06 a segunda mesa de seu seminário, o tema será Economias criativas no espaço público e Linguagem artística de rua - Exemplos e experimentações – composta por Jussara Trindade, pesquisadora do Teatro de Rua e professora da Uni Rio e Marcos Silveira, ator e diretor do grupo Manjericão / RS, e acontecerá na sala do NEPA - Núcleo de Estudos das Performances Afro-ameríndias , da UNI RIO - Av. Pasteur, 296 , Urca
(entre os prédios de Teatro e Música). .............................................................................................................................................
Pelos Pontos de Cultura:
1 – Audiência na ALERJ:

O já citado Deputado Robson Leite promove nesta segunda, 14h, na Assembléia Legislativa uma audiência para discutir a continuidade e avanços no Programa Cultura Viva em nosso estado.
2 – Os Pontos de Cultura podem se cadastrar para receber publicações da FUNARTE, mais informações acessem: http://www.funarte.gov.br/funarte/funarte-cidadania/ .
3 – O Ponto de Cultura Palco Escola convida para duas palestras:
O Ponto de Cultura Palco Escola objetiva preencher a lacuna do mercado formal de trabalho de técnicos do fazer artístico. Através do ensino e da prática de categorias das Artes Cenográficas, resgata as técnicas teatrais de cenotecnia, promove a pesquisa e experimentação de novas técnicas para teatro, circo, cinema, televisão, shows, exposições de arte. A perspectiva é contribuir para a formação de mão de obra qualificada da qual o mercado se ressente.

Cenotecnia, a solução técnica da Cenografia com José Dias, Diretor de Arte, Cenógrafo, Mestre, Doutor e Professor da UNIRIO e UFRJ, em 11/07, às 10h

Diálogos do Figurino com o Espaço Cenográfico Ronald Teixeira, Cenógrafo, Figurinista e Professor da UFRJ, em 18/07, às 10h

As inscrições são gratuitas, pelo tel. 2233-0670, e acontecerão no próprio Ponto na Av. Venezuela, 238, Gamboa, perto do Hospital dos Servidores e Av. Barão de Teffé. Mais informações no blog: http://pcpalcoescola.blogspot.com

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Opinião:
Cidades, ordem pública e livre acesso à cultura

Por Flavio Aniceto*



“Eu sou a rua e esta autoridade ninguém me negará”
Orestes Barbosa in: Samba

Em diversas cidades brasileiras temos visto ações de ordem pública, algumas espetaculosas, mas não efetivas. Em todo caso, são necessárias, e acreditamos que a população em princípio as enxerga positivamente: afinal quem não quer calçadas livres de vendedores ambulantes, estacionamentos irregulares, lojas e bares que estendem suas mercadorias e mesas até o meio-fio, sem falar nos problemas sociais ligados à população de rua?

Como o tema deste pequeno artigo não é a questão urbana no geral, mas o viés da cultura, vamos ao fatos, dentro destas ações, assistimos um outro choque, este cultural: a repressão pura e simples ou as vezes velada aos artistas de rua. No Rio de Janeiro por exemplo, são muitos e diversos: desde os solitários (mímicos, cômicos, circenses, músicos solistas, etc.), até grupos que estética e politicamente escolhem a rua como palco (artistas cênicos, coletivos poéticos, a chamada “cultura de rua” em torno do hip-hop e muitos outros).

Na perspectiva de garantir a sobrevivência legal do trabalho destes, acreditamos que os mesmos deveriam agir em duas frentes: a busca da legitimidade – junto ao público, seja nas comunidades ou nos centros urbanos – o que é desafiador e complexo, dado que o público é irregular, passante, “infiel” – e a legalidade - amparando-se na legislação em vigor, mas também propondo alternativas e inserindo-se no processo de formulação de políticas públicas para a cultura.

A busca da legitimidade na ação nas ruas, espaços públicos, alternativos e comunidades

Grupos como o Projeto Boa Praça ( www.boapraca.art.br), para além da preocupação com o repertório, devem procurar ser também politicamente diferenciadores, fugindo de uma atuação nos moldes dos anos 60, a velha ideia de “levar cultura a...”. Ao contrário, como grupos contemporâneos e alternativos, devem se inserir no contexto atual de “fazer junto com”, incentivando a procura e construção da cidadania cultural.

A ação do Boa Praça, neste sentido é exemplar, uma vez que mesmo tendo a rua como palco, realiza uma ocupação cultural de um mesmo espaço ao longo do ano, fidelizando o público, mas também ativando culturalmente o mesmo. Na Tijuca a ação na praça vizinha ao Teatro Ziembinski teve importância cultural e também como provocador de serviços urbanos, melhorando a iluminação, a ambiência e a circulação no local e gerando um outro projeto com novos grupos, o Zimba na Praça. Na Quinta da Boa Vista, também foram estimuladas – após a passagem do projeto – a apresentação de outros artistas e grupos culturais.

É preciso inserir o público como agente cultural, não sendo só passivo e abrindo a possibilidade de que sendo também um criador, este defenda o processo legítimo da rua como palco e espaço cultural, diferenciando-se ainda de outras ações-alvo da ideia de limpeza urbana que está presente em diversas cidades - e reafirmamos acreditar - com apoio da população, até por serem justas em determinados casos/contextos.

O sujeito não pode ser um mero espectador, ao contrário a ação cultural em seu local – de moradia ou circulação, quando o palco são as praças e os logradouros nas periferias do centro da cidades, e nas áreas centrais dos distritos e bairros – objetiva dotar este morador/público/agente das mesmas experiências existentes nas áreas privilegiadas. Como fazer isto? As soluções podem ser apresentadas pelos próprios grupos, aqui apenas pontuamos algumas provocações.

Marta Porto, atual titular da Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, na mesma linha que apresentamos acima, afirma que existe uma distinção entre os movimentos culturais dos anos 60 – CPC da UNE, outros – e os dos anos 90 – periferias, grupos emergentes juvenis, etc., quanto ao protagonismo da população periférica ou não-artista profissional – antes tida como mera receptora. Mas, chama a atenção que a absorção das práticas da periferia não pode correr o risco de promover novas desigualdades nos seios destas comunidades, se for se priorizar só os protagonistas destas ações, novos emergentes sociais e culturais e não toda a comunidade . Este é um que fato observamos em diversos grupos culturais hegemônicos nas comunidades e bairros periféricos do Rio e Grande Rio.

A estratégia de legitimação é política, assim como a esfera legal, que apresentaremos em seguida. Mas antes fazemos um pequeno comentário sobre as políticas urbanas atuais, tomando como base Lilian Fessler Vaz .

Vimos nos anos 80/90 a mercantilização e a espetacularização das cidades e das culturas (capitais européias da cultura, grandes festivais e exposições circulando nas cidades mundo afora, etc.). Neste “Planejamento culturalizado”, os projetos menos ambiciosos são descartados, ao passo que os mais espetaculares são priorizados (alguma semelhança com o que vimos no Rio de Janeiro?). Infelizmente é um modelo que atinge administradores de todas as posições políticas – mesmo as gestões progressistas e de esquerda encantam-se com esta lógica, de olho nos benefícios que podem ser gerados para os seus munícipes.

Neste contexto, aparecem ainda a “shoppinzação” e “disneyficação” (em alusão aos empreendimentos culturais do grupo Walt Disney) das cidades, além de uma estetização dos espaços públicos, e para isto, são necessárias as chamadas operações de “limpeza”. Conseqüentemente pode ocorrer uma expulsão – mesmo involuntária ou não formal - da população moradora devido a valorização destes espaços (seriam estes os casos da Lapa e “antigo” Rio Antigo?), pois os velhos moradores não conseguem se sustentar, sobreviver e consumir neste novo contexto. Para comprovar isto bastaríamos olhar os preços de alimentação e imóveis no Rio Antigo e entorno. Criam-se novos guetos e mais desigualdade.

Nestas políticas as cidades são vendidas como imagem – produtos turísticos – esvaziando-se as culturas locais, privilegiando-se o “exterior”. Só parte da cidade vale, a lucrativa, o resto não. Podemos observar os mapas municipais como mapas da exclusão cultural sem susto. Mesmo sabendo que a cultura é produzida em toda a cidade, só uma perspectiva é considerada.

É a negação do acesso à cultura. Quanto maior for a espetacularização da cidade, menor é a participação da sociedade, população e culturas ditas populares. Na cidade-espetáculo o cidadão é um figurante. E é este quadro que acreditamos ser necessário mudar, as ações-guerrilheiras de grupos como o Boa Praça, Tá na Rua, Teatro do Oprimido – só para citar alguns, são alternativas para uma outra culturalização das cidades, desta vez pelo viés democrático. A Participação da população – e colocamos estes artistas de rua neste rol - é um antídoto à sociedade do espetáculo na conhecida formulação de Guy Debord.

Finalmente chegamos a ideia da Legalidade, buscando formas de instrumentalizar os artistas para a sua lida diária, não ficando reféns dos administradores gerais ou locais, guarda- municipais, policiais, donos informais do pedaço como traficantes de drogas e milicianos, pastores evangélicos, etc.

No nível federal, merece destaque o PL 1096/2011 de autoria do Deputado Vicente Cândido PT/SP, em tramitação e que regulamenta as manifestações culturais de rua, ancorado-se na Constituição Federal, em seus artigos 5º (liberdade de associação, expressão, artística, científica, comunicação, etc.), 215º (direitos culturais, acesso às fontes culturais, difusão e Plano Nacional de Cultura) e 216º (dos patrimônios culturais do Brasil).
E no Plano Nacional de Cultura, acreditamos que os grupos devem tentar incidir no momento que ora se inicia, a fase de definição das metas. Observamos que no Capítulo III que trata do Acesso à Cultura, anteriormente estava explícito no item 2.14 deste “Fomentar os circuitos artísticos e culturais de rua, com destaque para o teatro e a dança”, já no texto final, aprovado no Congresso Nacional e sancionado pelo então presidente Lula – salvo engano – não vimos esta citação. Não só por este fato os artistas e grupos de rua devem participar da elaboração dos planos setoriais de cultura, especialmente em Artes Cênicas: Teatro, Circo e Dança e Música.
Nos níveis estaduais e municipais, é necessário buscar legislações similares ao PL 1096/2011, no município do Rio tramita o PL 931/2011 (Vereador Reimont PT/RJ) que “Dispõe sobre a apresentação de artistas de rua nos logradouros públicos...” e retomamos a recomendação de participação nos Planos Municipais de Cultura. É preciso não restringir a participação ao nível das políticas culturais, ampliando o raio para os Planos Diretores Municipais, assim como estudar a necessidade de mudanças nos Códigos de Posturas Municipais e em outras legislações urbanísticas específicas e pertinentes, mas evidentemente não como ato isolado dos artistas e grupos de rua, mas em conjunto com outros segmentos culturais.

“Eu amo a rua. Este sentimento de natureza todo íntima não seria vos revelado por mim, se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é compartilhado por vós”
João do Rio in: “A alma encantadora das ruas”

*Flavio Aniceto é produtor cultural e cientista social flavioaniceto@gmail.com ............................................................................................................................................
Dicas da Diana Aragão:
1: 1º Festival de Música Ecológica de Niterói


Já estão abertas as inscrições para Festival, que acontecerá no dia 13 de agosto no Centro Cultural Abrigo de Bondes, às 18 horas com entrada gratuita. O evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação / FME - Núcleo de Educação Ambiental – NEA, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Neltur, Fundação de Arte de Niterói – FAN e do Centro Cultural Abrigo de Bondes.

Os interessados deverão fazer as suas inscrições até o dia 10 de julho de 2011. Haverá premiação para os três primeiros colocados, melhor letra e melhor intérprete. Mais Informações pelo telefone (21) 94903750 ou pelo site www.crmusicaemfoco.blogspot.com.

2: Mihay lançando o CD “Respiramundo”

O cantor e compositor Mihay fará nesta quinta, 30/07, no Teatro Ipanema (Rua Prudente de Moraes, 824 Ipanema – Tel. 2523 9794) o lançamento de seu CD, segundo ele "Respiramundo é o meu desejo de absorver o mundo e entender suas diferenças. Cresci ouvindo Doces Bárbaros, Novos Baianos, Tom Zé, Milton Nascimento, Luis Melodia e todos os grandes mestres que desfilavam na vitrola dos meus pais. Lá em casa se ouvia MPB dia e noite. E isso, naquele tempo que o Benjor ainda era Ben. Mas hoje em dia não consigo fechar meus ouvidos pro resto do mundo. Minha música tem um pouco de Lenine, Céu, Vitor Ramil… mas também tem Susheela Raman, Manu Chao, Bob Marley e tudo que me toca, independentemente de suas raízes. Também busco inspiração no cheiro de mar, numa conversa com um amigo, num quadro, num beijo, numa lágrima, num vento que bate mais forte, numa cena de um bom filme, no barulho da chuva… Acho que isso é respirar o mundo, é estar atento ao "agora" e não deixar a vida passar sem perceber a sua beleza."
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Notas e agenda:
1 - Exposição sobre Aracy em sua última semana:

Nesta quinta-feira, 30/06, é o último dia para conferir a exposição “Aracy de Almeida – 1914/1988: A Realidade do Samba”, é composta por fotos da artista em diversos momentos de sua carreira, cedidas pelo Jornal Tribuna da Imprensa, além de capas de discos, revistas, livros, publicações com entrevistas e matérias sobre Aracy, e um painel com frases da cantora. A mostra foi um sucesso de público, deixando a direção do espaço muito satisfeita.
Visitação: até 30 de junho – gratuita - Horário: de terça a sexta-feira, das 11h às 17h; sábados, das 12 às 16 horas
Local: Espaço Antônio Callado - Centro Cultural Abrigo de Bondes- Rua Marquês do Paraná, 100, Centro – Niterói – Tel. : 2620-8169
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2: "Monocultura da baianidade isolou a Bahia"Por Albino Rubim
O discurso da "baianidade auto-suficiente", aprofundado nos governos sob a liderança política de Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), é apontado pelo novo secretário estadual da Cultura da Bahia, Albino Rubim, como um dos fatores do declínio da força cultural da terra de Gregório de Mattos e Jorge Amado. A entrevista completa em: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5192146-EI6581,00.html .............................................................................................................................................
3: Patápio, o filme
Foi lançado no último dia 11, o curta-metragem Patápio, de Alexandre Palma, sobre o flautista Patápio Silva. O lançamento foi no Largo Mãe do Bispo, do Instituto Cravo Albin (http://institutocravoalbin.com.br/). Mais informaçoes sobre o curta, contatos com autor e agenda de lançamentos em: http://patapiodoc.blogspot.com/ .
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4: Zona Oeste do Rio na TV:
Segue o link para um importante trabalho de divulgação dos artistas da Zona Oeste, clicando em http://www.tvzonaoeste.com.br/index.php/ poderão conferir vídeos e biografia de artistas da região como Zeca do Trombone, Áurea Martins, Nilze Carvalho, Marko Andrade, Maria Zenaide e muitos outros. Boa iniciativa!

domingo, 12 de junho de 2011

Boletim CPC - Ano VI – nº. 88 – 13/06/2011

Nota: no último sábado, 11 de junho, o CPC completou dez anos de fundação, além da exposição em Niterói sobre Araca, em breve divulgaremos a data da comemoração oficial. Parabéns para todos que participaram deste processo.

Nesta edição: Políticas Culturais: Seminário no Rio discute a arte nas ruas * Ministério da Cultura/MinC comanda ações na Região Serrana * ALERJ discute os Sistemas de Cultura * Plano Nacional de Cultura – metas em debate * Cultura na pauta da Câmara dos Deputados * Editais: Sala Funarte Sidney Miller/RJ * Opinião: Flavio Aniceto escreve sobre o samba, sua política e seus discursos na Revista Rapa Dura * Diana Aragão: escreve sobre o livro de Lucinha Araújo sobre o seu filho Cazuza * Notas e agenda: Exposição sobre Aracy segue em Niterói * Seminário do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-cultural do Estado do Rio de Janeiro *
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Políticas culturais:
No Rio de Janeiro:

1 – Seminário discute artes cênicas nas ruas
O Projeto Boa Praça ( http://www.boapraca.art.br/), cuja missão é fomentar as atividades artísticas de rua através da promoção e ocupação de espaços públicos, praças, jardins e logradouros com atividades culturais, está realizando neste mês um seminário para discutir políticas culturais para a sua área de atuação.
Serão duas mesas:
Arquitetura da Cidade - Espaços públicos para fruição artística e Ordem Pública e livre acesso da cultura: 13 de junho, 19h
Esta mesa objetiva discutir quais as condições ideais para a fruição cultural em espaços públicos, de modo a publicar um roteiro de praças ideais para a sua realização na cidade do Rio e apresentar quais os resultados que a ordem pública causou enquanto organização da cidade e ao mesmo tempo apresentar os passos para que os grupos possam se apresentar. É também uma oportunidade para tirar dúvidas e ao mesmo tempo, colocar em questão o que a Constituição Brasileira propõe e colocar um debate, afim de que possa se encontrar uma maior flexibilização para a prática artística em locais públicos. Comporão a mesa Marcos Teixeira Campos, coordenador de Circo do Centro de Artes Cênicas da Funarte e Flavio Aniceto, produtor cultural e cientista social.
Economias criativas no espaço público e Linguagem artística de rua - Exemplos e experimentações: 27 de junho, 19h
Esta mesa discutirá a definição de Economia Criativa, sua relação com as artes cênicas e apresentar o Boa Praça, como um projeto auto-sustentável nesta área, que se faz nos espaços públicos e, além disso, discutir qual a linguagem e a estética da rua, contando um pouco das experimentações e o trabalho dos grupos. Comporão a mesa Jussara Trindade, pesquisadora do Teatro de Rua e professora da Uni Rio e Marcos Silveira, ator e diretor do grupo Manjericão / RS.
As duas mesas acontecerão na sala do NEPA - Núcleo de Estudos das Performances Afro-ameríndias , da UNI RIO - Av. Pasteur, 296 , Urca
(entre os prédios de Teatro e Música).

2 - Ministério da Cultura/MinC comanda ações na Região Serrana:

Aconteceu na última sexta-feira, em Nova Friburgo reunião convocada pela Representação Regional MinC RJ/ES, com gestores municipais e ativistas culturais da região.

A grande novidade foi a convocatória que a Casa da Moeda do Brasil e o próprio MinC estão fazendo para instituições culturais a apresentarem projetos para serem realizados na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro.

O objetivo é a seleção de projetos que venham estimular a recuperação de ações culturais, com o fortalecimento das redes culturais existentes nos municípios da região , especialmente aqueles afetados pelas catástrofes das chuvas de janeiro de 2011, destinando-se portanto, às instituições culturais sediadas nos municípios que foram declarados em Estado de Calamidade Pública, a saber: Areal; Bom Jardim; Nova Friburgo; Petrópolis; São José do Vale do Rio Preto; Sumidouro; e Teresópolis.

Em breve divulgaremos mais informações a respeito desta ações.

3 - Audiência Pública sobre Sistemas de Cultura:

A Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro – ALERJ, presidida pelo deputado estadual Robson Leite PT/RJ, está promovendo uma Audiência Pública sobre os Sistemas Nacional, Estadual e Municipais de Cultura, no dia 20 de junho, às 15h, no Plenário da ALERJ.

Já estão confirmadas as presenças da Secretária de Estado da Cultura Adriana Rattes, do Chefe da Representação Regional MinC RJ/ES André Diniz, do Secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, João Roberto Peixe e de muitos secretários municipais de cultura de todo o Estado do Rio.

Todos lá, rumo a implementação de políticas de Estado para a Cultura.
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Em Brasília:

1 - O Conselho Nacional de Política Cultural - CNPC aprovou a metodologia para a construção de metas do Plano Nacional de Cultura – PNC:
O CNPC discutiu o assunto em sua 14ª Reunião Ordinária, ocorrida na semana passada, em sessão aberta pelo secretário de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC), João Roberto Peixe, que também é o secretário-geral do Conselho.
O CNPC é um órgão colegiado que faz parte da estrutura básica do MinC, composto por 58 titulares, e que entre suas atribuições estão o acompanhamento e a fiscalização da execução do PNC, instituído pela Lei nº 12.343/2010. O Plano estabelece os princípios e os objetivos para a área cultural para os próximos dez anos.
A metodologia a ser usada na construção das metas do PNC define quatro etapas de execução das tarefas, as quais tiveram início em dia 9 de junho. Essa primeira etapa vai até o dia 24 do mesmo mês e abrange a produção de agregados de ações com base em indicadores existentes, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e os Planos Pluri Anuais, por exemplo, além de vários outros. A conclusão de todo o processo vai acontecer no mês de novembro, momento em que haverá a validação final das metas do PNC. São 275 as ações a serem trabalhadas.
As quatro etapas do trabalho para a construção das metas do PNC envolvem reuniões bilaterais com secretarias e vinculadas do Sistema MinC (27 de junho a 29 de julho), período em que será gerada a primeira versão das metas; Oficina do GT MinC (9 e 10 de agosto); consulta via plataforma digital (15 de agosto a 15 de setembro); oficina de definição das metas (29 e 30 de setembro), com a participação de representantes do MinC e do CNPC, tanto do plenário como dos colegiados e grupos de trabalho. .............................................................................................................................................
2 - O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia- PT/RS, afirmou ontem que o Vale-Cultura (PL 5798/09) deverá ser votado pelo Plenário da Casa antes do recesso de julho:
A promessa do chefe do Legislativo Federal foi feita à ministra de Cultura, Ana de Hollanda, em reunião na semana passada para tratar do andamento dos projetos relacionados à Cultura .
O deputado prometeu a instalação de uma Comissão Especial para tratar do tema cultura como direito social na Constituição Federal (PEC 49/07). O Sistema Nacional de Cultura (PEC 416/05) e a destinação de recursos à Cultura dentro da PEC 150/03, também foram destacados como temas prioritários pela ministra da Cultura durante o encontro com o presidente da Câmara dos Deputados.
O que está na agenda:
PEC 150/03 – De autoria do deputado Inaldo Leitão (PSDB/PB), destina a aplicação anual, de, no mínimo, 6% (seis por cento) da receita de impostos em favor da produção, preservação, manutenção e o conhecimento de bens e valores culturais.
PEC 416/06 - Cria o Sistema Nacional de Cultura. De acordo com a PEC, o sistema será formado pelo Ministério da Cultura, pelo Conselho Nacional de Cultura; pelos sistemas de cultura de estados e municípios; e por instituições públicas e privadas ligadas à promoção de atividades culturais.
PL – 5798/09- Cria o Vale-Cultura para trabalhadores com salários de até cinco mínimos. O vale mensal de R$ 50 será distribuído pelas empresas que aderirem ao Programa Cultura do Trabalhador e poderá ser usado na compra de serviços ou produtos culturais, como livros e ingressos para cinemas, teatros e museus. ...........................................................................................................................................
Editais:
Sala Funarte Sidney Miller/RJ
Até o dia 18 de julho, pessoas jurídicas de todo o país podem participar do processo seletivo para ocupação da sala voltada para a área de música. A programação, deverá ocorrer entre setembro e dezembro de 2011, tendo, no mínimo, 26 espetáculos musicais, sendo 50% deles de música popular cantada e 50% de música instrumental popular e/ou clássica. Os projetos inscritos são analisados por uma comissão formada por profissionais de reconhecida experiência na área musical. O projeto vencedor recebe o aporte financeiro de R$ 400 mil.
Mais informações: http://www.funarte.gov.br/edital/ocupacao-da-sala-funarte-sidney-miller2011/ ou Centro da Música (21) 2240 5151/ (21) 2279 8109
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Opinião:
O Samba na “realidade” e o samba, na atualidade
Por Flavio Aniceto
Para “falar” sobre o samba, precisei pedir benção a Noel Rosa, centenário “inventor” de uma ideia moderna de música popular brasileira, ele só não sabia disto em vida, pois os dois conceitos foram criados depois (o de Noel inventor e a sigla MPB). Mas, leitor/es não precisa/m parar a leitura aqui, sabemos que todo mundo já escreveu sobre Noel no último ano em função da efeméride do compositor de “Com que roupa?”, “Meu barracão”, “Cor de Cinza”, “O século do progresso” para citar uma pra lá de conhecida e três menos óbvias.
Ler o texto na íntegra em: http://www.revistarapadura.com/2011/06/o-samba-na-realidade-e-o-samba-na.html
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Diana Aragão:
Depois do lançamento no Rio de Janeiro, Lucinha Araújo lançou em São Paulo o livro “Viva Cazuza” 21 anos depois de sua precoce morte, vitima da AIDS.

Cazuza morreu em julho de 1990. Três meses depois, amigos montaram um tributo no Rio chamado Viva Cazuza – faça parte desse show, cuja renda seria doada ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, referência em AIDS naquela época. Quando Lucinha Araújo foi entregar o cheque, percebeu que sua atuação contra a doença não havia se encerrado com a morte do filho – ela que queria apenas “lamber as feridas” depois de passar pelo ritual simbólico. Em O tempo não para – Viva Cazuza, Lucinha conta como tomou a frente da ONG que dá suporte a crianças e adolescentes portadores do HIV e qual era seu sentimento logo que a doença se tornou epidemia. “Eu me sentia como se estivesse participando de uma cruzada. Eram reuniões, manifestações na porta de hospitais públicos que recusavam pacientes HIV positivo, entrevistas, denúncias, passeatas exigindo verbas do governo...”.

Lucinha diz que sempre quis ter muitos filhos, e a convivência com as crianças da Sociedade Viva Cazuza, depois da morte do cantor, a trouxe de volta à vida, como se fosse um renascimento. “Pequenos, grandinhos, pretos, brancos, eram as minhas crianças! Piolho, sarnas, infecções, antirretrovirais, febre, dor de garganta, dor de ouvido. Achava que poderíamos superar tudo”. A casa chegou a ter 34 crianças, a maioria bebês, com um histórico bastante parecido – internações em hospitais públicos decorrentes de infecções provocadas pelo HIV.

Hoje, quando Lucinha olha para suas crianças, que brincam, estudam e cantam, faz uma remissão ao seu próprio passado. Aparentemente absorto das conversas que o pai, João Araújo, tinha com os artistas que frequentavam sua casa, Cazuza rabiscava mapas de cidades fictícias. Enquanto costurava, Lucinha ouvia rádio e cantarolava. Ela acha que essas experiências impregnaram Cazuza de musicalidade. “Tentamos criar os nossos filhos baseados em nossas experiências, mas também nas que não tivemos. Se não pude vislumbrar na infância do meu filho quem ele seria, que árvores, flores, folhas ou frutos darão essas sementes que estamos cultivando?”, questiona sobre as crianças que acolhe.

São muitas as histórias que Lucinha conta em seu livro. Como a de Marcelo, a primeira criança a morrer na casa por ter contraído meningite criptocócica; a de Lucas, cuja mãe era interna do hospital Pinel e roubou o filho depois de ter pulado o muro da Sociedade Viva Cazuza; a de Newton, a criança número um da casa, com quem Lucinha confessa ter maior afinidade. “Costumo dizer que é porque ele foi o primeiro, mas não é só isso. O gostar não tem muita explicação”, diz ela.

A chegada das drogas antirretrovirais deu mais qualidade – e quantidade – de vida aos doentes. Lucinha diz que se pergunta por que Cazuza “não pôde esperar”, já que ele se submeteu a diversos tratamentos médicos, incluindo o de Boston, na época considerado o mais eficaz de todos. Faz essa pergunta também porque, quando vê suas crianças e seus adolescentes cheios de vida, imagina como seria o destino deles se não tivessem sido contaminados por suas mães. “No limite, chego a pensar que a Aids foi uma sorte na vida de alguns deles. Não fosse a doença, estariam numa situação pior, muito pior”, escreve. E completa: “Sempre dormimos com essa dúvida: se conseguimos fazer mais do que tirá-los de um risco iminente de vida e se conseguimos dar condições para que encaminhem suas vidas com os próprios pés, por eles mesmos.”

O tempo não para – Viva Cazuza traz alguns depoimentos de pessoas que cruzaram e deixaram impressões na vida do cantor, como Ney Matogrosso, que aposta que Cazuza, hoje, “seria exatamente igual na essência: irreverente, debochado, com alto senso crítico”. Lucinha diz que sentiu certo receio de dividir o livro com os amigos do filho, até porque “relações amorosas e de amizade são muito diferentes”, mas ela resolveu dar voz a alguns que têm do que recordar. Como Sandra de Sá que chegou a admitir que “Cazuza não está morto, está vivo nessa instituição [a casa de apoio às crianças], é uma luz que ronda para mostrar o caminho”. Para além de Frejat, parceiro no Barão Vermelho, Ezequiel Neves – que, segundo Lucinha, foi o “instigador intelectual de Cazuza” –, Nilo Romero e George Israel, há um depoimento de Serginho, “única pessoa com quem Cazuza teve um relacionamento duradouro”. Na última vez que Serginho viu o namorado, já muito doente, ouviu a seguinte pergunta: “Vamos começar tudo outra vez?”. Serginho confessa que não sabia o que fazer e fugiu sem dizer sequer uma palavra. Mas resume em uma frase o que teria dito: “O que aconteceu, valeu”.

Título: O tempo não para – Viva Cazuza
Autor: Lucinha Araújo
Editora Globo
Preço: R$ 39,90

P.S.: Lucinha, João e Cazuza vocês continuam a fazer parte do meu show. (Diana Aragão)
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Notas:
1 - Aracy de Almeida é homenageada em exposição em Niterói:
Nós do CPC, junto com o Centro Cultural Abrigo de Bondes, seguimos na homenagem a Araca, através da exposição “Aracy de Almeida – 1914/1988: A Realidade do Samba”. A mostra, que também inicia as comemorações pelos 10 anos de existência do Centro Popular de Cultura Aracy de Almeida (na última sexta-feira, 11/06/2011) é composta por fotos da artista em diversos momentos de sua carreira, cedidas pelo Jornal Tribuna da Imprensa, além de capas de discos, revistas, livros, publicações com entrevistas e matérias sobre Aracy, e um painel com frases da cantora.
Serviço:

Exposição “Aracy de Almeida – 1914/1988: A realidade do samba” – Centro Cultural Abrigo de Bondes - Visitação: até 30 de junho – gratuita - Horário: de terça a sexta-feira, das 11h às 17h; sábados, das 12 às 16 horas
Local: Espaço Antônio Callado - Centro Cultural Abrigo de Bondes- Rua Marquês do Paraná, 100, Centro – Niterói – Tel. : 2620-8169
2 - I Seminário do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-cultural do Estado do Rio de Janeiro:
Na próxima quarta, 15/06, de 9 às 18h, no Auditório Gilberto Freyre do Palácio Gustavo Capanema (Rua da Imprensa, s/nº, “Prédio do MEC”), em pauta: Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares de Reeducação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Organização: CEAP, CEDINE, Estimativa, Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata, entre outras entidades - Apoio: Fundação Palmares – Ministério da Cultura. .............................................................................................................................................
Licença de Uso: O conteúdo deste boletim eletrônico e de nosso blog, produzido pelo CPC Aracy de Almeida, pode ser reproduzido, desde que citada a fonte.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Boletim CPC - Ano VI – nº. 87 – 30/05/2011


Nesta edição: Homenagens: Abdias Nascimento e Glorinha Ribeiro * Políticas Culturais: Praças da Cultura e dos Esportes (Praças do PAC) * Araruama está criando o seu Sistema Municipal de Cultura * Teresópolis está finalizando o seu mapeamento cultural e promovendo curso sobre Fundo Municipal de Cultura * Zona Oeste e Baixada discutem suas realidades culturais * Pontos de Cultura: Pontão da Comcultura e Palco Escola * Opinião: Alexandre Martins escreve sobre a criação da religião Umbanda em São Gonçalo * Diana Aragão: Cine Sul – Curso na Cal com Isabel Paranhos – Claudio Jorge incrementa seu site – Telma Tavares canta Gonzaguinha * Notas e agenda: Exposição sobre Aracy segue em Niterói * Fredric Jameson faz conferência na Casa Rui * Aniversário de 70 anos de Tia Nanci Moreira.

Em memória de:
Abdias Nascimento:
O Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros/IPEAFRO e a família do professor Abdias Nascimento convidam para o ato inter-religioso que integra as homenagens do sétimo dia de seu falecimento. O ato será realizado no Sítio Arqueológico do Cais do Valongo, recentemente descoberto na zona portuária do Rio de Janeiro, um dos principais portos de entrada africanos escravizados nas Américas.

Será nesta terça-feira, 31/05, 17h dia o Sítio Arqueológico do Cais do Valongo fica na esquina da Rua Barão de Teffé com a Avenida Rodrigues Alves, em frente à sede da Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria e a Favor da Vida).
Para conhecer um pouco mais da trajetória deste mestre de vida, cultura, ética e política, acessem http://www.abdias.com.br/ .
Glorinha (Maria da Glória Ribeiro da Silva)
Por Flavio Aniceto
Fazemos também uma homenagem a uma pessoa muito cara a todos do CPC e que faleceu no último dia 06, Professora Gloria Ribeiro, do Instituto de Psiquiatria da Universidade do Brasil – IPUB/UFRJ. Glorinha, como era conhecida, foi militante política de esquerda, desde os anos do movimento estudantil – geração 1968 -, sendo fundadora do Partido dos Trabalhadores/PT, da CUT, de associações de docentes, oposições e direções sindicais, sempre na área de educação e de saúde mental.
Se dedicou além das “questões gerais” a causas que mostravam o seu profundo sentimento humano e de combate radical a qualquer injustiça: a já citada saúde mental, lidando não só profissionalmente – mas extrapolando muitas vezes a ação estrita de trabalho – com aqueles que a sociedade convém chamar de loucos, malucos, anormais, drogados, alcoólatras, inviáveis, etc. E por outro lado, dedicava-se também a defesa e proteção dos animais – gatos, principalmente, mas estendendo a sua boa vontade a todos as outras espécies, ela dizia que era contra qualquer tentativa de colonização, estendendo-se aí a do homem aos animais “domésticos”.
Culta, generosa, leitora voraz, tinha uma forma especial de apresentar e trocar livros para os seus amigos e estes iam de clássicos da literatura, teóricos, movimentos (como a beat generation ) mas também o que é considerado pop e até mesmo “baixa literatura” pelos esnobes – supostamente intelectuais, como a série Harry Potter.
A liderança política, social, cultural e sobretudo humanística de Glorinha fará falta a todos que conviveram mais proximamente com ela. Mas acreditamos que a energia das suas ideias, a tornará presente entre nós durante muitos e muitos anos. ...................................................................................................................................................
Políticas culturais:
1: Governo destina R$ 1,6 bi para construção de “praças da cultura e dos esportes”
O governo federal anunciou um orçamento de R$ 1,6 bilhão – que será destinado a prefeituras nos próximos quatro anos – para a construção de Praças dos Esportes e da Cultura em 361 cidades brasileiras (as chamadas de Praças do PAC), os complexos terão quadra poliesportiva, pistas de skate e teatro, além de espaços destinados para formação e qualificação de pessoas para o mercado de trabalho.
A escolha dos projetos enviados pelas prefeituras e a coordenação da construção das praças serão feitas pelo Ministério da Cultura. A manutenção dos espaços será de responsabilidade dos municípios. Em uma primeira etapa do programa, a previsão é de se construírem 401 praças. Para isso serão disponibilizados, neste primeiro momento, R$ 900 bilhões. Até 2014, a intenção do governo é a de que 800 praças sejam entregues, consumindo o investimento total de R$ 1,6 bi.
Os municípios interessados em participar da primeira etapa do programa têm 120 dias para entregar os projetos de construção das praças à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por liberar o dinheiro.
Das 401 praças previstas para essa primeira etapa, 164 ficarão na região Sudeste, 110 no Nordeste, 67 no Sul, 34 no Norte e 26 no Centro-Oeste.
Serão construídos três modelos de praças. No médio, que deverá ser adotado na maioria (328) dos locais, o espaço será de 3 mil metros quadrados, com a previsão de um teatro de 60 lugares, uma quadra poliesportiva, uma pista de skate, uma de caminhada, duas salas multiuso e uma biblioteca. No modelo pequeno, de 700 metros quadrados, previsto para 22 municípios, não haverá quadra e o teatro será menor. No grande, de 7 mil metros quadrados (previsto para 51 cidades), o teatro terá 120 lugares e haverá ainda uma quadra de areia e um espaço para jogos de mesa.
Mais informações em: www.cultura.gov.br

2: Araruama está criando o seu Sistema Municipal de Cultura
O município da Região dos Lagos segue na construção do seu Sistema e Plano Municipal de Cultura, liderado pelo professor Ricardo Adriano – subsecretário de Cultura da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com a consultoria de Cleise Campos (COMCULTURA) e apoio de Flavio Aniceto.
Neste momento estão acontecendo as reuniões nos distritos, como Iguabinha, Praia Seca, São Vicente e Morro Grande, estando na pauta ainda reuniões específicas com os temas: conselho municipal de cultura (a cidade já tem um aprovado em lei, mas no formato antigo, sem ser paritário e deliberativo).
3: Teresópolis
3.1 : Mapa Cultural
Seguem até o próximo dia 06/06, o cadastro do Mapa Cultural de Teresópolis. Desenvolvido pela Secretaria de Cultura do município e que consiste em um inventário com o cadastro de todos os artistas locais das diversas áreas culturais. Em fase de finalização, o Mapa está aberto para consulta pública, ou seja, para que os próprios artistas acessem e verifiquem seus cadastros. Basta acessar o link: http://www.mapaculturaltere.hd1.com.br .
No site, os artistas encontrarão uma lista de nomes e poderão conferir se seu nome já está cadastrado em sua devida área de atuação. Caso já esteja inscrito, o artista deve verificar se há alguma informação incorreta. E caso não esteja, basta a pessoa se cadastrar. Isso pode ser feito no próprio site ou através do email mapaculturaltere@gmail.com.

3.2: Secretaria de Cultura promove curso sobre Fundo Municipal
Nesta quarta-feira, 01/06, a partir das 15h, será realizado na Casa de Cultura Adolpho Bloch (Praça Juscelino Kubitschek, s/nº - Araras) um curso sobre Fundo Municipal de Cultura, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, o evento tem como objetivo sanar todas as possíveis dúvidas visando a construção do Fundo Municipal de Cultura de Teresópolis.

Com entrada gratuita, o curso é destinado aos integrantes do Conselho e do Fórum de Cultura de Teresópolis e será ministrado por Emanuel de Melo Vieira, representante da Secretaria de Estado de Cultura e especialista em fundos municipais de cultura.
Agora, nós do CPC - somando-nos aos esforços do Fórum de Cultura do município – defendemos que a cidade avance na constituição de seu Sistema Municipal de Cultura. Pois o Fundo é tão um dos instrumentos do Sistema, na verdade, o garantidor financeiro da realização dos projetos que serão apresentados em um Plano Municipal de Cultura.
4: Zona Oeste em pauta
Nesta segunda, 30/05, a Lona Cultural Gilberto Gil completará 13 anos de atividades na Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro sob a administração do grupo Agito Cultural, em parceria com a Prefeitura do Rio. Para comemorar, a partir das 17h será realizado o Encontro dos Agentes Culturais do Rio de Janeiro/Edição Zona Oeste.
O evento contará com representantes convidados das três esferas Públicas ( Municipal, Estadual e Federal ), Partido da Cultura/PCult, Cooperativa dos Agentes Culturais/Cooperac, lideranças comunitárias, instituições educacionais e afins para a promoção de amplo debate sobre o tema gestão cultural e responsabilidade social com foco nas comunidades do Rio.
5: Baixada também:

O PET/Conexões de Saberes em Produção Cultural do IFRJ está convidando para o I Colóquio de Políticas Culturais da Baixada Fluminense, no próximo dia 02 de junho de 2011, no IFRJ, em Nilópolis, mais informações e inscrições gratuitas pelo e-mail pet.procultura@ifrj.edu.br (enviar nome, contato e instituição).
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Pontos de Cultura:

1: Região Serrana

Nesta segunda-feira, 30/05, acontece na Oficina Escola de Artes/ Secretaria Municipal de Cultura de Nova Friburgo, o encontro dos Pontos de Cultura da Região Serrana, com a presença do Pontão da COMCULTURA. Entre outros assuntos serão abordados: Micro Teia Serrana e Teia Regional RJ; Ações do MinC na região; Contexto Políticas Culturais Estado RJ ( Plano e Conselho Estadual de Cultura e Sistemas Municipais de Cultura ).

2: Palco Escola
Foi inaugurado na última semana o Ponto de Cultura Palco Escola (Av. Venezuela, 238 – Gamboa), coroando um trabalho antigo de Alair Barros e dos cenógrafos e artistas cênicos que compõem Associação do Armazém Cultural dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões/AACATED, que é uma associação formada por cenógrafos e cenotécnicos, como
Adílio Jacinto Silva Athos - Cenógrafo; Emily Pirmez - pintura de arte; Irlan Nery- cenotécnico; Humberto Silva - cenotécnico-; Odilon Lima – cenógrafo; Manuel Isidoro Manolo - cenotécnico; Marta Garcia – produtora e a museologa Alair Barros, como gestora e articuladora do Ponto.
Segundo Alair eles planejam fazer anualmente, no mínimo: 2 palestras, 3 cursos e 5 oficinas de cenografia, pintura de arte, cenotecnia, figurino e outros para pessoas de baixa renda da comunidade da Gamboa ( Morro da Providência) , com idade mínima de16 anos e máxima 65 anos. Os interessados podem vir de outros logradouros mas 20 vagas são necessariamente da Providência.
O Ponto de Cultura Palco Escola surge da avaliação de que é importante e necessário resgatar as técnicas teatrais de cenografia, e ainda promover a pesquisa e experimentação de novas técnicas, incluindo as digitais para atividades de teatro, circo, cinema, televisão, shows, exposições de arte, entre outros e contribuir para a formação de mão-de-obra qualificada da qual o mercado se ressente. ...................................................................................................................................................
Opinião:
O berço da Umbanda

Por Alexandre Martins
A Umbanda, uma das religiões mais populares do país, é gonçalense. Surgida no mesmo dia 15 de novembro de 1908, no bairro de Neves. Confusões de Darcy Ribeiro, que citou o território de Neves como bairro de Niterói, tiraram a fama da cidade de São Gonçalo como local de fundação da Umbanda. Contudo, historiadores da religião corrigiram o erro.

Zélio Fernandino de Morais é o fundador da Umbanda, um médium[1] que agiu por orientação de um espírito. Zélio nasceu em família tradicional de Neves, aos 10 de abril de 1891. Em fins de 1908, então com dezessete anos de idade, Zélio preparava-se para o ingresso na carreira militar na Marinha do Brasil quando foi acometido por uma inexplicável paralisia, que os médicos não conseguiam debelar. Certo dia, ergueu-se no leito, declarando: "Amanhã estarei curado!" No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada lhe houvesse tolhido os movimentos.

Sua mãe, Leonor de Moraes, levou Zélio a uma curandeira chamada D. Cândida, figura conhecida na região onde morava e que incorporava o espírito de um preto velho chamado “Tio Antônio”. Tio Antônio recebeu o rapaz e lhe disse que possuía o fenômeno da mediunidade e deveria trabalhar com a caridade. O Pai de Zélio de Moraes, Joaquim Fernandino Costa, apesar de não freqüentar nenhum centro espírita, já era um adepto do Espiritismo, praticante do hábito da leitura espírita.

Um amigo da família sugeriu então uma visita à Federação Espírita do Estado do Rio, na época em Niterói. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, falou, sem saber o que dizia. “Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho[2] para dar início a um Culto. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos. E se querem saber meu nome, que seja este: 'Caboclo das Sete Encruzilhadas', porque para mim não haverá caminhos fechados”.

No dia seguinte, na casa da família Moraes, ao se aproximar a hora marcada, oito da noite, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.

O Caboclo declarou que se iniciava um novo Culto em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste Culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.

O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria do culto. O ritual era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e outros instrumentos de percussão, além das palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias utilizadas seriam apenas as que determinassem a Entidade que se manifestasse. Os banhos com ervas, os Amacis[3], a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.Sessões, assim seriam chamadas os períodos de trabalho espiritual, diárias, das oito às dez da noite; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: Umbanda – Manifestação do espírito para a caridade.

Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu e como era norma não receber salário no culto, sobrevivia administrando os negócios de seu pai. [4]

O primeiro terreiro que recebeu o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, foi instalado na sua própria casa, na Rua Floriano Peixoto, 30. Deste local se originaram mais sete, em 1918: Tenda Nossa Senhora da Guia, Tenda Nossa Senhora da Conceição, Tenda Santa Bárbara, Tenda São Pedro, Tenda Oxalá, Tenda São Jorge e Tenda São Jerônimo.

Em 18 de maio de 1924, Zélio foi eleito vereador, e em 10 de janeiro de 1927, foi reeleito para um segundo mandato, sendo neste o secretário do Legislativo.

Como vereador, dedicou-se principalmente à difusão de escolas públicas em São Gonçalo. Tamanha foi sua dedicação a este tema, que criou uma escola totalmente gratuita, de curso Fundamental, funcionando na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade. Zélio se candidatou novamente à reeleição no pleito de 1 de setembro de 1929, porém, dessa vez, não logrou êxito. Após essa derrota nas eleições, Zélio de Moraes abandonou a política.

Em 1963, após 55 anos de atividades à frente da Tenda, Zélio entregou a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa de Moraes e continuou ao lado de sua esposa Isabel Moraes trabalhando na “Cabana de Pai Antônio”, no distrito de Boca do Mato, Cachoeiras de Macacu.

Zélio faleceu no dia 3 de outubro de 1975 em Cachoeiras de Macacu, aos 84 anos. Como homenagem, a Câmara Municipal de São Gonçalo nomeou uma rua no bairro de Mangueira.

Em 1999 quem residia na casa de Neves era a bisneta da senhora Zilka, irmã de Zélio, que é católica e não é ligada a Umbanda. A Tenda deixou de funcionar naquele endereço há mais de 50 anos...

No dia 19 de março de 2008 - ano do centenário da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas - foi aprovado o Projeto de Lei 5687/05, do deputado Carlos Santana (PT-RJ), que instituiu o Dia Nacional da Umbanda, a ser comemorado anualmente em 15 de novembro, data do nascimento do culto.

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1- pessoa que, nos culto afro-brasileiros, é a anunciadora das mensagens recebidas dos espíritos do Além. 2- o médium. 3- a lavagem de cabeça onde os seguidores de Umbanda fazem a ligação com a vibração dos seus guias espirituais. 4- NUNES, J. C. P. O pai da Umbanda. Revista de História da Biblioteca Nacional. Disponível em www.revistadehistoria.com.br. Acesso em 28 dez. 2008
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Diana Aragão indica:
1: Atenção cinéfilos: o tradicional Cinesul-Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo que reúne a fina flor da produção latino americana em ficção, documentário, infantil e outras categorias irá de 14 a 26 de junho nas salas de cinema do CCBB, Correios, Cinemateca do MAM, Ponto Cine e outros locais. Mais importante: entrada franca. Mais informações: www.cinesul.com.br

2: A diretora de arte Isabel Paranhos iniciou curso na CAL sobre direção de arte para cinema, TV e publicidade. Mais informações e inscrições no site www.cal.com.br .

3: O ótimo cantor e compositor Cláudio Jorge refez seu site e agora, muito mais incrementado através de um aplicativo do MAC, o prezado leitor encontrará partituras cifradas de suas músicas e uma amostra do seu curso de violão. O site do violonista é www.claudiojorge.com .

4: Telma Tavares canta Gonzaguinha no Bossa Nossa da Lapa

O show, no início deste mês, no Teatro Gonzaguinha, começa a render convites para a cantora e compositora Telma Tavares. Fã do grande artista que nos deixou tão precocemente, a artista foi convidada para fazer mais um espetáculo em homenagem a Gonzaguinha. Desta vez, no Bossa Nossa da Lapa dia 08 de junho, às 21 horas. "Telma Tavares canta Gonzaguinha" tem direção musical de Tuca Alves.

Gonzaguinha, que nos deixou há 20 anos, será homenageado por Telma com interpretações de algumas canções que marcaram sua trajetória como "Explode Coração", "Sangrando", "O que é, o que é", "Lindo lago do amor", "É", "Começaria tudo outra vez", "Grito de Alerta, "Forró do Gonzagão, "Recado", "Avassaladora", "Guerreiro Menino", entre outras. Neste novo espetáculo, a artista também "pedirá licença ao ídolo" para cantar duas ou três músicas de sua autoria que constarão do segundo álbum de Telma intitulado "Veia Mestiça".
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Notas:
1: Aracy de Almeida é homenageada em exposição em Niterói

Nós do CPC, junto com o Centro Cultural Abrigo de Bondes, seguimos na homenagem a Araca, através da exposição “Aracy de Almeida – 1914/1988: A Realidade do Samba”. A mostra, que também inicia as comemorações pelos 10 anos de existência do Centro Popular de Cultura Aracy de Almeida (11/06/2011) é composta por fotos da artista em diversos momentos de sua carreira, cedidas pelo Jornal Tribuna da Imprensa, além de capas de discos, revistas, livros, publicações com entrevistas e matérias sobre Aracy, e um painel com frases da cantora.
Serviço:

Exposição “Aracy de Almeida – 1914/1988: A realidade do samba” – Centro Cultural Abrigo de Bondes - Visitação: até 30 de junho – gratuita - Horário: de terça a sexta-feira, das 11h às 17h; sábados, das 12 às 16 horas
Local: Espaço Antônio Callado - Centro Cultural Abrigo de Bondes- Rua Marquês do Paraná, 100, Centro – Niterói – Tel. : 2620-8169
2: O Ciclo “A Teatralidade do Humano”, organizado por Ana Lúcia Pardo, apresenta a conferência internacional “A Estética da Singularidade” com o professor Fredric Jameson – crítico e professor de Literatura da Duke University – Carolina do Norte/EUA, será nesta quarta-feira, 01/06, às 18:h30 na Fundação Casa de Rui Barbosa, entrada franca, distribuição de senhas, 30min antes do evento. Segundo a organizadora, esta fez um esforço e parcerias para trazer este teórico marxista ao Rio por entender que as reflexões que ele traz com seu pensamento crítico em palestras, artigos e livros, discute essencialmente a dimensão da cultura no sistema capitalista. Para Lúcia “Ele fala de sociedade, globalização, economia, ciência política, cultura que julgo serem importantes para as questões que estamos buscando aprofundar em nossos coletivos de cultura”. Todos lá!
3: Aniversário de Tia Nanci Moreira:
O grupo Batuke de Ciata estará na Feijoada do Cordão da Bola Preta, mostrando o melhor do samba no sábado, 04/06, a partir das 13h, recebendo como convidado Paulo Henrique da Mocidade, aproveitando a ocasião, nossa companheira e amiga Tia Nanci Moreira (viúva do compositor e ritmista Bucy Moreira, neto da lendária Tia Ciata) irá festejar seu 70º aniversário, todos lá!
Virtuais:
1: Rádio CIGAM
O Centro Musical Cigam, fundado em 1987 e considerado uma referência musical no Rio de Janeiro, tem uma rádio virtual que disponibiliza a nata da música independente, acessem em: http://www.cigam.mus.br/radio/
2: Eu faço samba
O advogado e membro da Ala de Compositores do Império Serrano, Luiz Fernando Cordeiro, e que lançou com seu parceiro Hudson Costa o CD Da Central à Japeri (independente, Apê Estúdio, 2010) mantém um blog, como espaço destinado à divulgação de compositores e suas obras musicais, com o objetivo de registrar e colaborar com a preservação da memória cultural do samba. Acessem em: http://eufacosamba.blogspot.com
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