sábado, 16 de maio de 2009

Teresa Fazolo escreve sobre o Espaço Cultural Aracy de Almeida

Pouco a pouco o Espaço Cultural Aracy de Almeida vai conquistando seu lugar no cenário cultural do subúrbio carioca. Moradores do Encantado e de bairros próximos passaram a freqüentar o Espaço, acompanham a programação e comemoram ter uma opção cultural, com eventos de qualidade, para crianças e adultos.
Malvina Augusta Bispo dos Santos e sua irmã Marilza Bispo dos Santos Broedel , moradoras do Cachambi e Méier, tomaram conhecimento das atividades artísticas no local, pelo cartaz afixado no portão de entrada, próximo à casa de sua mãe, Antonia de Jesus Bispo. Dona Antonia, salgueirense que desfilava no GRES Arranco do Engenho de Dentro e não perdia as atrações do Espaço Cultural, adoeceu e, no dia 1º de maio, com 84 anos, partiu do Encantado. As filhas, após um período de afastamento por conta da doença da mãe, permanecem fiéis ao Espaço Cultural onde também matam um pouquinho a saudade de d.Antonia.
O casal Alice Penello e Laert da Silva, que mora no Encantado, também freqüenta o Espaço Cultural Aracy de Almeida desde o início de suas atividades. Eles lamentam a falta de espaços de lazer e cultura na região. Acostumados a freqüentar o teatro da Universidade Gama Filho, ficaram sem opção, com o fechamento do teatro. Laert diz que, no Espaço, já assistiu a excelentes espetáculos, que nada ficam a dever a outros teatros..

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Diana Aragão escreve sobre novo CD de Telma Tavares


A cantora e compositora Telma Tavares já se encontra em estúdio preparando o seu segundo CD. E, a julgar por algumas audições das novas músicas como “Beco sem saída”, na parceria com Roque Ferreira e “Juriti, flor e café”, com o também parceiro de fé Tainã Uarani, é disco do bom. O CD "Veia Mestiça" sairá dentro de uns dois meses e trará participações de Alcione, Leci Brandão e do parceiro Roque Ferreira (um dos grandes mestres do samba de roda da Bahia). O primeiro CD de Telma contou com as participações de Chico Buarque, Hermeto Pascoal, Carlos Malta, Maurício Einhorn e de alguns índios da tribo Carajás, da Ilha do Bananal. Telma também é compositora gravada pela cantora Alcione como no CD "A paixão tem memória" com a música "Porto d`alma", de Telma com Tainã Uarani, no cd/dvd "Faz uma loucura por mim", a canção "A sangue frio", dela com Roque Ferreira; do cd/dvd "Uma nova paixão" - "Corpo fechado", em parceria com Roque Ferreira; no cd/dvd "De tudo que eu gosto" - "Agarradinho", também da dupla. Estas duas últimas também estarão no disco de Telma. Vale registrar que a música "Acesa", da nova safra de Telma com Roque dará título ao novo CD de Alcione.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Diana Aragão escreve sobre o centenário de Ataulfo Alves

Os 100 anos de Ataulfo Alves

Diana Aragão

O compositor e cantor Ataulfo Alves de Sousa nasceu em Miraí, Minas Gerais no dia 02 de maio de 1909 e morreu no Rio de Janeiro em 20 de abril de 1969 deixando extensa obra na música popular brasileira. De família numerosa, sete irmãos, era filho do violeiro e repentista Capitão Severino, e, com sua morte, cedo começou a trabalhar para ajudar no sustento da família. Trabalhou como leiteiro, agricultor, marceneiro, engraxate e ainda arrumava tempo para estudar. No ano em que completaria 100 anos o mestre será lembrado em shows e na biografia “Ataulfo Alves, vida e obra”, do bamba Sergio Cabral prevista para este mês.
Aos 18 anos veio para o Rio de Janeiro em companhia do médico Afrânio Moreira Resende atuando como seu auxiliar, tipo faz-tudo, em seu consultório. Passando em seguida a trabalhar na Farmácia e Drogaria do Povo onde acabou como prático. Nessa época, ele morava no Rio Comprido onde organizava e atuava nas festas do bairro pois sabia tocar violão, cavaquinho e bandolim. Data também dessa época o seu casamento com Judite.
Além do casamento, Ataulfo Alves também passou a compor e tornou-se diretor de harmonia do Bloco Carnavalesco Fale Quem Quiser, do próprio bairro. O ano de 1929 também trouxe sua primeira filha, Adélia. Em 1933, o compositor Alcebíades Barcelos, o Bide, da dupla Bide e Marçal, compositores do sucesso “Agora é cinza”, escutou as músicas do jovem compositor e resolveu apresentá-lo a Mr. Evans, o todo poderoso diretor da gravadora RCA Victor, a maior da época.
Em convivência com outros compositores - era a época dos bambas do Estácio, da Praça Onze - Ataulfo Alves conseguiu que Henrique Foreis, o Almirante do Rádio, gravasse o samba “Sexta-feira”. Foi ainda nesse mesmo ano que a cantora Carmen Miranda gravou seu samba “Tempo perdido” infelizmente sem repercussão.
Sucesso que chegaria em 1935 quando já era conhecido no meio artístico com a gravação da música “Saudade do meu barracão” gravado por Floriano Belham. Mesmo ano da gravação da marcha “Menina que pinta o sete” feita em parceria com Roberto Martins, gravada pelo Bando da Lua que acompanhava Carmen Miranda. Era o sucesso chegando em definitivo.
O ano de 1936 trouxe a comprovação desse sucesso com as gravações de “Saudade dela” na voz de Silvio Caldas, da valsa “A você’, na parceria com Aldo Cabral e do samba “Quanta tristeza” feito em parceria com André Filho. Essas duas últimas foram gravadas por outro grande cantor da época, Carlos Galhardo, que se transfomaria em um dos grandes intérpretes das músicas de Ataulfo Alves nos anos seguintes.
O ano de 1937 registra ainda as parcerias com os grandes da época como Bide, Claudionor Cruz, João Bastos Filho e Wilson Batista. Com esse último compositor, Ataulfo Alves ganhou os concursos carnavalescos dos anos de 1940-41 com os sucesos “Oh! Seu Oscar” e “O bonde de São Januário”. Antes, em 1938, Orlando Silva, gravou “Errei, erramos. E o ano de 1941, além do sucesso de carnaval, traz seu primeiro registro como cantor nas interpretações de “Leva meu samba” e “Alegria na casa de pobre”, na parceria com Abel Neto.
O ano de 1942 traz o compositor como intérprete de um dos seus maiores sucesos: o clássico “Ai que saudades da Amélia”, na parceria com Mário Lago. Ataulfo Alves gravou junto com o grupo Academia do Samba e abertura de Jacó do Bandolim na música eterna até hoje. A parceria com Mário Lago rendeu ainda outro sucesso: “Atire a primeira pedra”, além de “Capacho” e “Pra que mais felicidade”.
A partir do sucesso de “Ai, que saudades da Amélia”, Ataulfo Alves resolveu atuar como intérprete de suas próprias músicas criando, por sugestão do compositor Pedro Caetano, o grupo Ataulfo Alves e suas Pastoras, com grande sucesso. O primeiro grupo era formado pelas cantoras Olga, Marilu e Alda para as interpretações de sucessos como “Inimigo do samba”, em parceria com Jorge de Castro.
“Todo mundo enloqueceu”, em parceria com Jorge de Castro, “Boêmio sofre mais”, com Floriano Belham e “Vá baixar noutro terreiro”, com Raul Marques marcaram os anos 40, assim como “Infidelidade”, em parceria com Américo Seixas, de 1947. Sucessos também foram os clássicos “Errei sim” e “Fim de comédia” gravados por Dalva de Oliveira em 1950.
A década de 50 encontra o artista participando do show O Samba nasce no Coração realizado na boate Casablanca, o “must”dessa época. Em 1955, já tendo saído da RCA Victor, Ataulfo Alves gravou “Pois é…”na gravadora Sinter, lançando também, em 1956, o LP Ataulfo Alves e suas Pastoras. E no ano de 1958 fez outro sucesso com o samba “Vai, mas vai mesmo” e “Meus tempos de criança” relembrando a sua infância em Miraí.
A década de 60, o ano de 1961 mais precisamente, encontra Ataulfo Alves na Europa divulgando a nossa música. Explica-se: ele aceitou convite do compositor Humberto Teixeira para integrar um grupo de divulgação da MPB onde ele apresentou as novíssimas “Mulata assanhada” e “Na cadência do samba”, com Paulo Gestal. Grandes sucessos na voz de Elisete Cardoso até os dias de hoje.
O “Embaixador do Samba” viajou ainda por Portugal, Espanha, Itália, França, Alemanha, Holanda e Suécia sempre irradiando simpatia e elegância também no trajar, outra de suas marcas. Esse mesmo ano traz mudanças fundamentais em sua vida como a de fundar sua própria editora e a de se apresentar sem as pastoras Nadir, Antonina, Geralda e Gerladina. Foi por essa mesma época que, atormentado por uma úlcera do duodeno, passou o título de “General do Samba” para seu filho Ataulfo Alves Júnior, seguindo carreira solo até os dias de hoje.
Na década de 60 sua saúde começou a piorar e Ataulfo Alves morreu depois de uma cirurgia. Mas sempre trabalhando com o último parceiro, Carlos Imperial com quem compôs “Você passa e eu acho graça”, “Você não é como as flores” e “Mandinga”, gravada por Clara Nunes. Seu filho Ataulfo Alves Junior, o Ataulfinho, preserva a memória do seu pai compondo e também cantando as músicas de um dos grandes mestres da nossa música.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Opinião: "barcas, trens, ônibus, museis, centros culturais e outras formas de transporte", ou "Para responder Nelson Motta" por Flavio Aniceto

Em “O Globo” (10/04/2009, pg. 07, Opinião), o jornalista Nelson Motta nos apresenta quatro projetos culturais vitoriosos – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Estação das Docas em Belém, Pinacoteca de SP e o Porto Digital em Recife. Ele pergunta “o que têm em comum” (os quatro citados) e responde “alta qualidade, padrão internacional, (...) eficiência e transparência de sua gestão. Que não é feita pelo Estado, nem por empresas privadas ou ONGs, mas por OSs – organizações sociais, entidades sem fins lucrativos (...) que o Estado contrata para executar seus programas nas áreas de educação, cultura, meio ambiente e tecnologia”. Assunto tão atual e preciso que o mesmo jornal dedicou em 12/04, dias depois, portanto, o seu editorial ao tema. Intitulado “Atraso Político” a voz oficial do poderosos periódico relacionava outros projetos de sucesso (Rede Sarah de Hospitais de Habilitação, no DF e o Museu do Futebol, SP) e acusava a Câmara de Vereadores de preservar “o retrógado em detrimento da modernidade, e consequentemente não atende ( r) os interesses da sociedade”.

E daí, com a pulga arás da orelha (e devo dizer que minha pulguinha de estimação não é estatista, embora ache que o Estado tem papel fundamental no planejamento, gerência geral e em alguns casos gestão) lanço também dúvidas provocantes.

O que tem em comum:
  • BARCAS s/a, concessionária privada do serviço de transporte marítimo e que domina o setor, oferecendo péssimo serviço, muitas vezes literalmente “ilhando” os moradores de Paquetá, ou atrasando a vida e causando mau estar aos moradores da Ilha do Governador e principalmente de Niterói, São Gonçalo e entorno. Vale lembrar que as vésperas do feriado de Semana Santa, na “quarta-feira” santa, uma “multidão” de 3.000 passageiros a mais por hora, resultou em um colapso no sistema, respondido pelo gerente da empresa com uma cínica declaração “não usem as barcas na hora do rush...”.
  • SUPERVIA empresa que tem a concessão do sistema ferroviário do Estado do RJ, não cuidando da segurança, pontualidade e dignidade da população mais pobre e que depende deste meio de transporte. O que é mais grave e já motivo de comoção social geral: seus “seguranças” como política de “acomodação dos passageiros” resolveram (por conta própria e foram demitidos sumariamente, diga-se) chicotear, bater e empurrar os usuários.
  • Sistema de transporte rodoviário, também concessão do Estado e municípios para um conjunto de empresas associadas a federação de transportes (FETRANSPOR), consta que funcionam em regime de cartel, são poucos os concessionários para muitas linhas e regiões geográficas. Decidem a seu bel prazer (por vezes fingem acertar com o governo) trajetos, horários, tabelas que incidirão nas tarifas, etc.

São todas, como disse, privadas. E é isso que tem em comum: são concessões públicas para empresas privadas que prestam péssimos serviços, quase não investem – os grandes investimentos em infra, obras, mudanças estruturais, etc. – são feitos pelo concedente. E em situação de “aperto” ainda socorrem-se do Estado, é só pensarmos que o governador Sergio Cabral, acena com R$8.000.000 para “ajudar” a Barcas s/a a reformar algumas embarcações, além de outras vantagens. No caso de barcas, trens e metrô, todas privatizadas, “oessizadas” no governo estadual do PSDB, de Marcello Allencar e probos filhos.

É verdade que não são OSs, estas “ilhas de modernidades” defendidas pelo Jornal O Globo, pela secretária de cultura do estado, Sr. Adriana Rattes e outros, mas independente da estrutura e/ou figura jurídica é este o modelo: o Estado sendo ineficiente, pesado, burocrático, concede a exploração do serviço a outros. Transporte é transporte, dirão os especialistas, ou “como você mistura trens, metrô (nem usei este exemplo pois seria covardia), etc. com Theatro Municipal, teatros populares, museus, etc.? Se muitos acham a cultura como “supérflua”, cereja do bolo e tal, os mesmos não tem dúvidas sobre transporte de massa: são os motores da economia, levam e trazem pobres e remediados que irão construir a riqueza, ou jovens que vão as aulas, os garçons que atenderão nossos cafés e chopes, as empregadas que se pendurarão em janelas pra deixar tudo limpinho. Se nos trens e barcas a resposta eficiente da área privada é esta, o que esperar por exemplo das “históricas” goteiras e cupins de teatros como o (estadual) João Caetano? Da conservação de arquivos públicos? Da programação social dos centros culturais do município e estado do Rio de Janeiro?

Para concluir, nova citação de “O Globo” (14/04/2009), na coluna Opinião, Rubens Barbosa fala da Crise da Bienal (Fundação Bienal, responsável pela Bienal de Artes de SP) e de quebra da Fundação que administra o Museu de Arte de São Paulo/MASP. São duas instituições brasileiras de artes visuais, de visibilidade mundial, criadas e regidas em regime assemelhada as OSs (pela história e antiguidade destas duas fundações, a estrutura e estatutos são diferentes do modelo colocado em pauta, mas são de natureza privada, precisando de recursos públicos, sociais, filantrópicos e privados). É necessário lembrar que estas fundações já nasceram independentes, não foram estatais, sua composição já parte de um esquema próximos as OSs, e são permanentes, usuais e radicais as suas crises. Algumas envolvendo mesmo casos de polícia!

Não seria o caso de pensarmos mais e melhor sobre tudo isso? De como transportar melhor o povo, lhes dar condições de moradia, educação, saúde e principalmente a parte que nos toca: fruição, consumo e produção de bens e serviços culturais. O Estado pode ser um pesado elefante, e os interesses políticos estranhos trocaram de animal, sai o elefante entra um hipopótamo privados. E todos sabem que precisamos mesmo é de um guepardo, pois as soluções são urgentes.

próximas atrações do Espaço Cultural Aracy de Almeida

As próximas atrações do Espaço Cultural Aracy de Almeida, como sempre, 16h, com entrada franca, na União do Cegos no Brasil: Rua Clarimundo de Melo, 216, Encantado, Rio de Janeiro/RJ. Esperamos vcs. lá!

  • Sábado, 25 de abril: o grupo "Fuxico no Tapete" em homenagem ao Dia do Índio apresenta o espetáculo teatral infanto-juvenil, O TAPETE DE HISTÓRIAS DOS ÍNDIOS DO RIO DE JANEIRO: A CANOA DO TEMPO.
  • Sábado, 09 de maio: roda de samba com o grupo "Manga de Colete" em homenagem a Luiz Carlos da Vila "VALEU ZUMBI!"
  • Sábado, 23 de maio: o grupo Interpretarte formado por alunos e ex-alunos do Colégio Estadual Profº Maria n. Cavalcanti apresenta o musical CANTÁFRICA em homenagem aos 121 anos da Abolição da Escravatura.

sábado, 28 de março de 2009

Espaço Aracy apresenta "Casos de Família"

O nosso Espaço Cultural Aracy de Almeida apresenta o espetáculo juvenil “Casos de Família", que reúne jovens alunos e ex-alunos do Colégio Estadual Profa. Maria Nazareth Cavalcanti Silva.

O espetáculo tem entrada franca e começa às 16h, e o espaço fica na rua Clarimundo de Melo, 216 – Encantado – Rio de Janeiro. A rua é central, pois liga a área do Méier a Cascadura e várias linhas de ônibus passam por lá, como 381 (Praça Tiradentes, Av. Pte. Vargas, Av. Radial Oeste, Av. 24 de Maio).

segunda-feira, 23 de março de 2009

São Luís, capital cultural do Brasil 2009, por Roberta Martins

A preocupação em preservar e valorizar a identidade cultural, motivou que fosse instituído em 1985 na Europa o conceito das capitais culturais, com o objetivo de promover um maior conhecimento a respeito de cada cidade escolhida, valorizar seu patrimônio artístico e cultural e promover o respeito a diversidade cultural nacional e regional.
Essa iniciativa que surgiu na Grécia, em 1985 teve excelentes resultados com as capitais européias da cultura e tornou-se um exemplo a ser seguido, pois a iniciativa funciona como instrumento de promoção e difusão da cultura através da realização de eventos e da divulgação dessas cidades por todo o mundo.Essa tendência internacional se materializou no Brasil em 2004, com a criação da Organização Não-governamental Capital Brasileira da Cultura (CBC), fruto da Organização Capital Americana da Cultura (CAC), que vem a ser uma colaboradora oficial para a integração dos países membros da OEA.
Com isso, desde 2006, uma cidade do território brasileiro passa a ter o título de Capital Brasileira da Cultura.
A primeira delas foi Olinda, em 2006, a segunda a exercer seu mandato foi São João del-Rei, em 2007, a seguir a detentora do título foi Caxias do Sul, para o ano de 2008, São Luís se tornou a Capital Brasileira da Cultura 2009.
Estava na belíssima São Luis do Maranhão no dia em que esta foi alçada oficialmente ao posto, houve a entrega do título, foi celebrado o Termo de Parceria entre a ONG Capital Brasileira da Cultura e a Prefeitura, e entregue o Diploma de Capital Brasileira da Cultura 2009.
Era um belo dia do mês de março, e os principais matutinos da TV, assim como os jornais impressos, acordaram a cidade bradando com muito orgulho a importância do fato, além de convocar todos a participarem do evento comemorativo em seu teatro mais importante, o Teatro Arthur Azevedo.
O evento teve ares de grande acontecimento, como não poderia deixar de ser, e consistiu em um cortejo ‘maravilhoso’ de vários grupos populares onde se viram batuques, bois, cacuriás, tambores e crioulas desfilando pelas ruas, adentrando o formal teatro, e essa grande concentração culminou com uma apresentação do genial Turíbio Santos em seu interior.
Toda a belíssima festa demonstrou a riqueza e diversidade das manifestações artísticas daquela que detém um título de Patrimônio da Humanidade, por seu centro histórico com o lindíssimo paredão de azulejos portugueses e seu rico casario colonial.
Acredito que ser capital cultural deve ter trazido algum benefício para cada uma das localidades anteriormente eleitas, divulgar a cidade, atrair turistas, ampliar a discussão de que o cultural pode constituir-se em valor econômico, atrair investimentos na área, aumentar o amor de seus habitantes pela própria cidade, diminuir preconceitos aos artistas populares pela valorização de suas manifestações como artísticas e consequentemente o orgulho e auto-estima dos locais, e por aí vai.
No caso de São Luiz, espero que funcione desta forma, como uma vitrine de suas manifestações de uma cultura própria e de riqueza ímpar, fruto de uma herança cultural que é um ‘mix’ de influências históricas. de portugueses, franceses (lembremos que esse é o ano da França no Brasil), holandeses, negros, e tantos, que se traduz em uma diversidade sem par que vai dos grupos folclóricos portugueses ao reggae, passando pelo boi de tambor e o de orquestra, e tudo isso apimentado pela sensualidade presente em todas as suas danças, de reggae dos tambores de crioula e cacuriás.

Mudanças na Lei Roaunet tem consulta pública pela internet

O ministro da Cultura Juca Ferreira, anuncia que a partir desta segunda, 23/03 e durante 45 dias se realizará consulta pública para as mudanças – definitivas, espera-se! – na política de incentivos financeiro à cultura – leia-se Lei Rouanet, fundos, etc. – as sugestões, críticas, etc. devem ser feitas no link: http://blogs.cultura.gov.br/blogdarouanet/ , mas a julgar pelas informações da imprensa, será preciso um manual de instruções pois são muitas as mudanças. Mas esperamos que elas realmente aconteçam.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Exposição sobre os 100 anos da ABI na Cinelândia

ABI - 100 ANOS DE LUTA PELA LIBERDADE

A exposição ABI — 100 Anos de Luta pela Liberdade reúne a arte de grandes cartunistas, em celebração ao centenário da Associação Brasileira de Imprensa.A mostra reúne charges, cartuns, caricaturas, gravuras, esculturas, pôsteres e pinturas, formando um painel representativo da luta pela liberdade de expressão na imprensa brasileira. Dentre os 55 artistas participantes estão: Henfil, Ziraldo, Jaguar, Lan, Loredano, Trimano, Claudius, Vasques, Santiago, Luis Fernando Veríssimo, Aroeira, Chico & Paulo Caruso.

É no Centro Cultural da Justiça Federaç /CCJF e ficará lá até 26/04, terça a domingo, das 12 às 19h - Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro / RJ. CEP 20040-009. É bem na Cinelandia ao lado da Biblioteca Nacional.
http://www.ccjf.trf2.gov.br/prog/prog.htm

quinta-feira, 19 de março de 2009

Petição online pela manuenção da área cultural no Simples

QUEREMOS O QUE É NOSSO PRODUTORES CULTURAIS E ARTISTAS CONCLAMAM A SOCIEDADE BRASILEIRA A PEDIR A IMEDIATA REVISÃO DA LEI 128. Queremos a cidadania e a legalidade jurídica e não uma AVALANCHE DE ENCERRAMENTO DE EMPRESAS DE MICRO E PEQUENO PORTE Nós, abaixo relacionados, solicitamos imediata revisão da Lei Complementar nº128, publicada no Diário Oficial da União em 19 de dezembro de 2008, e que tal como está NOS ONERA EM UM AUMENTO DE 400% DE TRIBUTAÇÃO. Em agosto de 2007 todos os profissionais da cultura (Teatro, Artes Cênicas, Dança, Circo, Cinema, Artes Plásticas, Produção Cultural e Artística) receberam a notícia de que poderiam abrir micro e pequenas empresas, assim como migrar para o SUPER SIMPLES potencializando a multiplicação de serviços. Passando a participar de uma forma inteligente, prática e digna de tributação, além de menos burocrática. Fomos enquadrados em uma tabela de impostos (Tabela 3) partindo da alíquota de 4,5% com aumento proporcional. ACREDITAMOS NO GOVERNO FEDERAL E ADERIMOS. E agora, no fim de 2008, sem nenhuma consulta prévia ou comunicado, fomos migrados para uma Tabela 4 que beneficia proporcionalmente as grandes empresas de contratação de pessoal. O aumento dessa carga tributária prejudica a saúde financeira das empresas, onera nossa condição de trabalho, cria empecilhos para nossa formalização, intervém em toda a dinâmica da nossa produção, diminui os recursos já escassos para o nosso setor, restringe o acesso a bens culturais e contradiz as diretrizes apontadas pelo Plano Nacional de Cultura. Temos orgulho de exercer nossos direitos e deveres de cidadão trabalhando e pagando os impostos devidos. Porém a natureza de nossa categoria não equivale a outras da Tabela 4 para qual fomos migrados. Impensável equiparar uma Produção Cultural com uma empresa de contratação de pessoal ou de construção de imóveis e obras de engenharia. Nossa natureza é diferente. Cria sim, milhares de empregos, mas de forma indireta através da prestação de serviços de categorias plurais gerando e multiplicando inclusive outros impostos. Acreditamos na Lei Complementar 128 que abrange novas categorias, mas não na opção de nos tirar o direito recebido anteriormente visando o possível e catastrófico encerramento de milhares de micro e pequenas empresas que acreditaram na Lei Original do Simples Nacional de 01 de julho de 2007. ESTAMOS CONSTERNADOS COM ESTA SITUAÇÃO, MAS CONFIANTES NA REVISÃO DA LEI 128!
Assinem a petição em:
http://www.gopetition.com/online/25848.html
Sign the petition

Agenda: Espaço Cultural Aracy de Almeida 28/03

Sábado, 28/03:

O nosso Espaço Cultural Aracy de Almeida apresenta o espetáculo infanto-juvenil “A bruxinha que era boa” com o grupo teatral “FAMA.”, que reúne jovens de Nova Iguaçu. O espetáculo tem entrada franca e começa às 16h, e o espaço fica na rua Clarimundo de Melo, 216 – Encantado – Rio de Janeiro. A rua é central, pois liga a área do Méier a Cascadura e várias linhas de ônibus passam por lá, como 381 (Praça Tiradentes, Av. Pte. Vargas, Av. Radial Oeste, Av. 24 de Maio).

Edital do MinC para organizações LGBT

Fortalecer as organizações sócio-culturais LGBT, conhecer e divulgar as ações culturais dessas instituições, apoiar iniciativas de afirmação de orientação sexual, identidade de gênero e da cultura da paz que contribuam para o combate à homofobia e mapear essas organizações.

São com esses objetivos que o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), publicou no Diário Oficial da União (Seção 3, página 9) em 16 de março, edital contendo normas específicas para realização do concurso público Prêmio Cultural LGBT 2009. As inscrições começam na próxima segunda-feira, 23 de março, e terminam no dia 8 de maio.

O concurso visa premiar iniciativas culturais exemplares e que tenham ocorrido no período de 1º de janeiro de 2007 a 28 de fevereiro de 2009. Os projetos devem ter contribuído para o combate à homofobia, para o aumento da visibilidade do segmento LGBT e valorizado sua existência. Serão selecionadas até dois projetos por estado, sendo um por município. Cada instituição selecionado receberá como premiação o valor de R$ 23 mil.

O concurso será realizado de forma regionalizada e deverá premiar até 54 iniciativas, contemplando as regiões brasileiras da seguinte forma: até oito iniciativas das regiões Centro-Oeste e Sudeste, cada; até seis da Sul; até 14 da Norte e até 18 da Nordeste. Caso não tenham sido premiadas todas as iniciativas da região, os prêmios remanescentes serão destinados às que obtiverem maior pontuação na classificação geral, independente da sua região.
Poderão inscrever-se instituições privadas, sem fins lucrativos que tenham natureza cultural e sejam consolidadas na atuação com comunidades LGBT e que tenham, no mínimo, três anos de existência. Não poderão se inscrever, para esse concurso, iniciativas que tenham sido beneficiadas com recursos do Fundo Nacional da Cultura, em 2008.
Para se inscrever os interessados deverão ler atentamente o edital, preencher o formulário de inscrição, anexar os documentos pedidos, além de materiais complementares de acordo com a proposta. Leia a íntegra do Edital.

O envelope deve ser encaminhado pelos Correios para o seguinte endereço:
Concurso Público Prêmio LGBT 2009Caixa Postal nº 8591- SHS Quadra 02 Bloco BCEP 70312-970Brasília - DF
(Marcos Agostinho, Comunicação Social/MinC)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Mudanças na política estadual de gestão cultural em debate na Candido Mendes

Amig@s, o Curso de Graduação em Produção e Política Cultural e as entidades sindicais do setor cultural convidam para o Ciclo de Palestras Cultura Sindical, de periodicidade mensal, que terá sua primeira atividade na próxima terça-feira, 17 de Março, às 15h, no Auditório Darcy Ribeiro (Praça Pio X, 07/11º - Candelária, esquina de rua Primeiro de Março), discutindo o seguinte tema: Os Projetos de Lei que Redefinem a Política Cultural do Estado do Rio de Janeiro e suas Consequências para o Setor. Com a presença de Jorge Coutinho, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos/SATED, Fernando Lima, da Associação dos Servidores da FUNARJ - ASSEFAERJ, Débora Cheyne, do Sindicato dos Músicos – SindMusi, Lourdes Maia, do Sindicato dos Profissionais de Dança - SPDRJ e Alcir Cavalcanti, da Associação dos Repórteres Fotográficos – ARFOC.

O Ciclo de Palestras Cultura Sindical tem como objetivo aproximar as áreas acadêmica e sindical relacionadas à produção cultural, voltadas para discussão sobre três eixos de interesse comum: (1) as políticas culturais em níveis municipal, estadual e federal; (2) as condições de trabalho e o mercado no setor cultural; e (3) a formação acadêmica dos profissionais na área da cultura.

Trata-se de uma realização conjunta do Curso de Graduação em Produção e Política Cultural do Instituto de Humanidades - UCAM com um conjunto de sindicatos e associações da área de cultura, os quais comporão esta primeira mesa.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Notas sobre políticas culturais e editais

Políticas públicas:

Em Brasília:
  1. A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) foi eleita na última quarta-feira (04/03) presidente da Comissão de Educação e Cultura. Ela substitui o deputado João Matos (PMDB-SC) no cargo. Segundo Maria do Rosário, a Comissão de Educação e Cultura já está consolidada como centro do debate desses dois temas. A comissão também elegeu a deputada Fátima Bezerra (PT-RN) para a 1ª vice-presidência e a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) para a 2ª vice-presidência. Vamos acompanhar os trabalhos da comissão. O endereço é: Comissão de Educação e Cultura - Câmara dos Deputados, Anexo II, Pav. Superior, Ala C, Sala 170 - (61) 3216-6629 / 6628 ou no link: http://www2.camara.gov.br/comissoes/cec

2 - No Estado do RJ:

- O deputado estadual Alessandro Molon (PT-RJ) foi eleito presidente da Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa/ALERJ, tendo como vice-presidente a deputada Alice Tamborindeguy (PSDB-RJ). O contato da comissão é: tel. (21) 2588-1309, o assessor é Haroldo Aquino, haquino@alerj.rj.gov.br ou no link: http://www.alerj.rj.gov.br/comissoes2.htm .


- No último dia 02, ocorreu na ALERJ um fórum, presidido pelo deputado Jorge Picciani, (PMDB-RJ), presidente da casa, que tinha como objetivo ouvir os representantes da classe artística e funcionários da Cultura do RJ a respeito do Projeto de Lei 1974/09 (que terceiriza a gestão cultural no estado). Estiveram presentes representantes da Fundação Anita Mantuano de Artes do RJ/FUNARJ, do Sindicato dos Músicos/SINDMUSI, da Cooperativa de Músicos Independentes do RJ/COOMUSI e funcionários de diversos órgãos da cultura estadual. Um dos espaços mais citados foi o Teatro Municipal, pela sua história e projeção. Segundo Álvaro Maciel, da COOMUSI, presente ao encontro: “Não houve uma só fala a favor da proposta de mudança do modelo de gestão cultural fluminense feita pelo poder executivo através dos projetos de lei 1.974/09 e 1.975/09. Não faltaram severas críticas à gestão da secretária de Cultura Adriana Rattes”.

- Sobre o mesmo assunto, o deputado Molon está convocando uma audiência pública nesta semana. Segue a convocatória recebida: “ O deputado estadual Alessandro Molon, presidente da Comissão de Cultura da Alerj, está convocando Audiência Pública para debater o tema da terceirização da gestão da Cultura proposta pela Secretaria Estadual de Cultura.A mensagem do Poder Executivo já está tramitando na Casa, com pedido de urgência (o projeto segue em anexo).É muito importante a mobilização do setor cultural para impedir que essa mensagem seja aprovada na Alerj. Temos que lotar o plenário para demonstrarmos força contra este projeto! A Audiência Pública será realizada no dia 10 de março (terça-feira que vem) às 10h no plenário da Alerj. O endereço é Rua Primeiro de Março S/N – Centro (Praça XV). ”


- Seminário Permanente de Políticas Públicas de Cultura do RJ: as inscrições estão abertas para este que é um programa de extensão pioneiro em nosso estado, com organização da Comissão Estadual Gestores de Cultura do RJ/COMCULTURA, e convênios com a Universidade do Estado do RJ/UERJ, Fundação Casa de Rui Barbosa/FCRB. O seminário consolidou-se como um fórum de amplo espectro para a discussão acerca de políticas públicas efetivas na área da cultura, na medida em que congrega em si mesmo as práticas municipais dos gestores de cultura, a investigação conceitual e a crítica através da Universidade e da Casa Rui. As inscrições gratuitas para o seminário estão abertas desde o último dia 02/03 através do site www.comcultura.com.br e são voltadas para trabalhadores, agentes ou estudantes do setor cultural.

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Editais:


Cine mais Cultura: com a concentração de salas comerciais de cinema em apenas 8% do território nacional e a quantidade muito reduzida deobras audiovisuais brasileiras na TV, a maioria dos filmesproduzidos no país permanecem inéditos para grande parte desua população. Dentro deste contexto, o Ministério da Cultura/Programa Mais Cultura, promove a ação Cine Mais Cultura. Através de editais eparcerias diretas, a iniciativa disponibiliza equipamentoaudiovisual de projeção digital, obras brasileiras do catálogoda Programadora Brasil e oficina de capacitação cineclubista,atendendo prioritariamente periferias de grandes centros urbanose municípios, de acordo com o Programa Territórios da Cidadania. Os editais focam pessoas jurídicas sem fins lucrativos e visam contemplar bibliotecas comunitárias, pontos de cultura, associações de moradores ou até mesmo escolas e universidades da rede pública bem como prefeituras, objetivando favorecer oencontro do público brasileiro com a nossa produçãoaudiovisual. Mais informações em: http://www.cinemaiscultura.org.br/editais.html

Diana Aragão escreve sobre Museu Villa-Lobos

Diana Aragão:

Museu Villa-Lobos ganhou, no último dia 05, acervo digitalizado da vida e obra do compositor

No dia 5 de março, data em que Heitor Villa-Lobos completaria 122 anos, o Museu Villa-Lobos passou a disponibilizar digitalmente o seu acervo, um rico material armazenado durante décadas, reunindo imagens da intimidade do compositor, registros inéditos de viagens, concertos, balés, filmes, cine-jornais, programas de TV, acessíveis agora em mídia digital para o grande público.

Com o patrocínio da Petrobras, digitalizou-se o material que inclui imagens geradas de filmes em 8, 16, 35 mm, em Betacam e VHS, impossibilitados de serem projetados e correndo risco de danificação. Projeto que contou com colaboração técnica da Labocine que produziu um equipamento possibilitando a ampliação quadro a quadro dos filmes de 8mm, sendo filmados em 16 mm, um processo até agora inédito no Brasil. A transferência para a bitola 16mm, formato amplamente utilizado em todas as etapas do processo cinematográfico, facilitará não apenas a sua exibição, mas a geração de novas matrizes extremamente estáveis e de fácil duplicação que, mantidas em condições de preservação ideais, garantirão durabilidade ilimitada.
A disponibilização do acervo digitalizado, que também inclui fotografias, documentos, depoimentos e troca de correspondências com personalidades como Manuel Bandeira, Walt Disney, Stravinsky, Arthur Rubinstein - com a curadoria de Fabiano Canosa - inicia as comemorações dos 50 anos da morte de Heitor Villa-Lobos que faleceu aos 72 anos deixando sua obra reconhecida em todo mundo.

A Clan Design, responsável pelo projeto digitalizou um total de 153 horas de filmes assim distribuídos: 14 filmes em 16 e 35mm (10 h), 80 filmes em VHS (140 h), 20 rolos de filmes inéditos em 8mm com duração de três horas que estavam guardados por Arminda Villa-Lobos até 1996. Foi feito um DVD para cada item do acervo além das 300 fotos armazenadas em DVDs e em CDs para visualização rápida. O acervo digital conta ainda com 600 documentos pessoais de Arminda e Heitor Villa-Lobos, originalmente arquivados em livros montados pela própria Arminda.

Mais informações e visitas: Museu Villa-Lobos: Rua Sorocaba, 200 – Botafogo Rio de Janeiro – RJ. Telefone: 55.21.2539.1715 www.museuvillalobos.org.br

agenda do CPC na quinzena

Agenda do CPC:
Terça, 10/03:
O deputado estadual Alessandro Molon, presidente da Comissão de Cultura da Alerj, está convocando Audiência Pública para debater o tema da terceirização da gestão da Cultura proposta pela Secretaria Estadual de Cultura. A mensagem do Poder Executivo já está tramitando na Casa, com pedido de urgência (o projeto segue em anexo).É muito importante a mobilização do setor cultural para impedir que essa mensagem seja aprovada na Alerj. Temos que lotar o plenário para demonstrarmos força contra este projeto! A Audiência Pública será realizada no dia 10 de março (terça-feira que vem) às 10h no plenário da Alerj. O endereço é Rua Primeiro de Março S/N – Centro (Praça XV). ”
Quarta, 11/03:

O Museu da Imagem e do Som/MIS-RJ convida para o depoimento do ator Ítalo Rossi, um dos mais importantes nomes do teatro brasileiro. Ele será entrevistado às 13h30, na sede do MIS na Praça XV, entre outros, por Barbara Heliodora e Moacyr Goés.


Sábado, 14/03:

O nosso Espaço Cultural Aracy de Almeida apresenta o espetáculo infanto-juvenil “O pierrô apaixonado e a bailarina sem corda”, com o grupo teatral “Coxixo na Coxia”, cujas apresentações têm feito sempre muito sucesso lá. O espetáculo tem entrada franca e começa às 17h, e o espaço fica na rua Clarimundo de Melo, 216 – Encantado – Rio de Janeiro. A rua é central, pois liga a área do Méier a Cascadura e várias linhas de ônibus passam por lá, como 381 (Praça Tiradentes, Av. Pte. Vargas, Av. Radial Oeste, Av. 24 de Maio).

quarta-feira, 30 de julho de 2008

"A Época Aurea do Rádio"


O CPC Aracy de Almeida, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Prefeitura de Niterói, apresentam o show:

"A Época Aurea do Rádio"
com a cantora Aurea Martins


Dia 11 de Agosto
a partir das 19h, com entrada franca

Local: Sala Carlos Couto

Endereço:
Rua XV de Novembro, 35, Centro - Niterói/RJ
(anexo ao Teatro Municipal de Niterói)

Mais informações
: 21-2620-1624
e-mail: teatro@tmnit.com.br



ÁUREA MARTINS brotou e floresceu duma cepa de músicos (sua avó tocava banjo) radicada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Suas primeiras apresentações em público dão-se como integrante do coral do Ginásio Estadual "Raja Gabaglia". No final da adolescência, passa a freqüentar os clubes da jazz do subúrbio e a atuar como lady crooner do conjunto dos tios em bailes da periferia. Na primeira metade dos anos 60, começa a ser atraída para o centro da cidade. Numa renovação do cast da Rádio Nacional, é incluída entre os novos integrantes do elenco da emissora, ao lado de Alaíde Costa, Peri Ribeiro e Elis Regina (1945-1982), sob o incentivo de Paulo Gracindo (1911-1995). Registra-se então sua voz em disco pela primeira vez, numa faixa do LP Alvorada dos Novos, produzido por Altamiro Carrilho para a Copacabana.

Em 1969, vence a quarta edição do programa anual A Grande Chance, criado e apresentado por Flávio Cavalcanti (1923-1986) para a Rede Tupi de Televisão. O certame, com final realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, teve entre os membros do júri os maestros Erlon Chaves (1933-1974), Guerra Peixe (1914-1993) e Linfolfo Gaia (1021-1987); o pianista Bené Nunes (1920-1997); a cantora e compositora Maysa (1936-1977); a atriz, cantora e diretora Bibi Ferreira; e o jornalista e escritor Austragésilo de Ataíde (1898-1993). Pelo primeiro lugar, conquistado com a nota máxima de todos os jurados, Áurea recebe como prêmio uma viagem a Portugal e um contrato para gravação de discos na RCA Victor. Na esteira do sucesso pela vitória do concurso, foi contratada para se apresentar na boate "Drink", da cantora e empresária Helena de Lima, em Copacabana. Em 1970, faz sua estréia em São Paulo, num show no Teatro Gazeta com o pianista e compositor Ribamar (1919-1987), parceiro de Dolores Duran (1930-1959) na canção Pela Rua, interpretada por ela na final de A Grande Chance. Após registrar dois compactos, produzidos por Rildo Hora e com arranjos de Guerra Peixe, lança em 1972 seu primeiro LP. No disco – também produzido por Rildo, com arranjos do pianista Luís Eça (1936-1992) e a participação do poeta Paulo Mendes Campos (1922-1991) –, Áurea é acompanhada pelo Tamba Trio mais o violonista Luís Cláudio Ramos.

(Seu talento sempre foi muito bem reconhecido, sim. Mas, para complementar os incertos cachês de cantora da noite, Áurea achou melhor arranjar um trabalho diurno que lhe garantisse um salário fixo – e nisto teve sorte como quê! De carteira assinada, entrou para o serviço público como inspetora de classe no Colégio Estadual "André Maurois", no Leblon, então sob a direção de D. Henriette Amado. [Dentre os jovens sob a sua inspeção, ela se lembra especialmente de Evandro Mesquita.] Quando os alunos se organizaram para promover um festival escolar da canção, um deles falou: "A inspetora canta." E assim, Áurea voltou a cantar num colégio. Agora, porém, não mais como integrante de coral; mas como solista. A partir daí, várias foram as vezes em que D. Henriette a convocou à sala da diretoria [que, aliás, não tinha porta] para que cantasse para ela, em pleno expediente [People, de Jule Styne & Bob Merril, era uma das preferidas da valente educadora experimental]. Mas o sonho da brava senhora foi drasticamente interrompido numa manhã de agosto de 1971. Ao ver D. Henriette ser retirada do estabelecimento pelos militares, Áurea saiu junto e não voltou sequer para dar baixa na carteira.)

No Dancing Brasil, na Avenida Rio Branco, Áurea Martins tem a oportunidade de trabalhar em 1972 com o cultuado "Fats" Elpídio, que ela, já de menina, conhecera através de suas gravações como pianista da legendária boate "Vogue". O saxofonista Paulo Moura, que presenciara seu êxito na noite do Municipal, e o pianista Wagner Tiso levam-na dali até Atenas, para com eles se apresentar sob os auspícios embaixada brasileira na Grécia. Ao voltar, é contratada pela boate "Number One", em Ipanema. Ali, ao lado de Djavan, faz revezamento com Alcione, tendo no acompanhamento o pianista Édson Frederico. A amizade com Emílio Santiago começa na boate "706", no Leblon, ainda na primeira metade dos anos 70, onde Áurea estréia acompanhada pelo pianista Cristóvão Bastos. No final daquela década, quando a música fina da noite boêmia da Zona Sul começa a migrar para as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, Áurea vai junto: "O Teclado", onde atua pela primeira vez ao lado do pianista Zé-Maria Rocha, revezando com Johnny Alf; "Chiko´s Bar", com Luís Carlos Vinhas (1940-2001); "Antonino" e, já nos anos 90, os shows do "Au Bar", divididos com Marisa Gata Mansa (1938-2003) e Zezé Gonzaga. Seu destino seguinte é a nova Lapa, onde inaugura o "Carioca da Gema" (de cujo elenco participou por sete anos) e faz diversas atuações no "Rio Scenarium".

(Foi num salão de beleza, entretanto, que conheceu Elizeth Cardoso. Áurea e a Enluarada tornaram-se amigas. A partir de então, tornou-se freqüente o fato de a Divina deixar o recesso do Olimpo à noite para, metamorfoseada em simples cliente de boate, ir ouvir Áurea cantar. Conta Hermínio Bello de Carvalho que, certa vez, enquanto Áurea dava seu recado numa festa particular na qual se sucediam diversas canjas, Jamelão confidenciou ao seu ouvido: "Essa aí sabe das coisas...")
Ao longo desses anos, Áurea tem se apresentado em casas noturnas, participou de festivais e dos Songbooks Tom Jobim (Se é por falta de adeus) e Chico Buarque (Atrás da porta), além de outros Cds, como Ivor Lancellotti (Quando essa paixão me dominar), A lua e o Conhaque, de Délcio Carvalho (Melancolia), entre outros. No Cd Bordões, lançado em 90, em comemoração aos 50 anos de João de Aquino, Áurea cantou Barranco, composta por ele e Nei Lopes.

Em 2003, lançou Áurea Martins, seu primeiro Cd, brindando-nos com toda a sua experiência e versatilidade como intérprete. No repertório, Cidade vazia (Baden Powell e Lula Freire), Céu e mar (Johnny Alf), Tarde (Milton Nascimento e Márcio Borges), Morro velho (Milton Nascimento), Peito vazio (Cartola e Elton Medeiros), Guacyra (Hekel Tavares e Joracy Camargo), João Valentão (Dorival Caymmi), Homenagem ao mestre Cartola (Nelson Sargento), Liberdade (Dona Yvonne Lara e Délcio Carvalho), Viagem (João de Aquino e Paulo César Pinheiro) e A voz rouca da crooner (Ivor Lancellotti e Márcio Proença).
Agora, em 2008 acaba de lançar pela Biscoito Fino, o CD "Até Sangrar", com produção de Hermínio e participações especiais de Alcione e Emílio Santiago, a venda nas melhores casas do ramo.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Exposição Aracy de Almeida – 1914/1988: A Realidade do Samba

Nesta segunda, 02 de Junho, nós do CPC, em parceria com a Prefeitura Municipal de Niterói, através da Secretaria Municipal de Cultura, realizamos a abertura da exposição “Aracy de Almeida – 1914/1988: A Realidade do Samba”, lembrando os 20 anos de morte da Dama da Central.

Com acervos recolhidos junto ao Jornal Tribuna da Imprensa, Associação Brasileira de Imprensa e pessoais (Família de Grande Otelo e Maria Pompeu, por exemplo), serão apresentadas fotos de diversos momentos da carreira de Araca, capas de álbuns e discos, frases de Aracy.

Foi lançado também um libreto, com distribuição gratuita, composto por trechos de entrevistas da cantora, nos quais ela fala de assuntos variados (Noel, Ary Barroso, Rio Antigo, rádio x TV, etc.), depoimentos originais de Cristina Buarque, Olívia Byngton, Ana de Hollanda, Eliane Faria e recolhidos de Maria Bethânia, Caetano Veloso, entre outros.

Na abertura, os cantores Gil Miranda e Agenor de Oliveira apresentaram um pocket-show com o repertório da cantora, nos jardins do Teatro Municipal de Niterói, onde a exposição ficará baseada.

Seguem algumas fotos:




Exposição Aracy de Almeida1914/1988: A Realidade do Samba
Sala Carlos Couto – anexo ao Teatro Municipal de Niterói
Rua XV de Novembro, 35 – Centro/Niterói (em frente ao Plaza Shopping e próximo as Barcas)
Abertura: 02/06 – 19h – Visitação de 03 de junho a 31 de julho de 2008. De terça a sexta-feira, das 10 às 18h; sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h – Entrada Franca.

Vá ao Teatro

Por Paulo Cesar Nunes dos Santos

Na semana passada foi reinaugurado, com todas as pompas merecidas, o Teatro Casa Grande, que agora recebe o patrocínio da OI. Importante palco de espetáculos que marcaram época na história do teatro no Rio e no Brasil, além de espaço reconhecido de resistência política e cultural durante a ditadura militar, chamou-me a atenção o valor dos ingressos do musical que ficará em cartaz nos primeiros meses de vida do reconstruído teatro, e que deve ser o preço médio dos espetáculos futuros: de R$ 60 a R$ 180!!! Preços de São Paulo (com um volume muito maior de consumidores de cultura com poder aquisitivo compatível com os preços aparentemente exorbitantes lá cobrados) para o público carioca. Tomara, sinceramente, que haja platéia para as 5 sessões semanais previstas.

Tomando como gancho esse fato relevante, gostaria de dizer que, como amante do bom teatro, ainda consigo assistir a espetáculos de qualidade indiscutível por preços razoáveis. Todos nós já ouvimos, ou dissemos, pelo menos uma vez na vida, que teatro é muito caro, por isso vamos tão pouco a eles. Balela de quem se esconde nesse argumento para não assumir que não gosta dessa modalidade artística, ou mesmo que tem preguiça de se mobilizar para esse tipo de programa.

O Rio dispõe de uma rede satisfatória de espaços com excelente infraestrutura, que exibem peças de gêneros variados, cujos ingressos podem ser comprados a partir de R$ 10. Os centros culturais do Banco do Brasil, Correios, Justiça Federal, Caixa Econômica Federa, além do OI Futuro, da rede SESC e SESI e dos teatros João Caetano (estadual) e Carlos Gomes (municipal), quando em temporada popular, oferecem agenda continuada de boas peças, inclusive musicais, sempre a preços acessíveis aos mortais trabalhadores assalariados. Além disso, diversos espetáculos, devido ao patrocínio que recebem, oferecem temporadas populares no teatrão da UERJ (Odylo Costa Filho) e no Teatro Municipal de Niterói.

Agora mesmo está em cartaz, até o dia 1º de junho, no Teatro de Arena da Caixa, na Almte. Barroso, a imperdível peça Zona de Guerra, produção paulista dirigida por André Garolli, ganhadora do Prêmio PPCA 2006 de melhor espetáculo e indicada ao Prêmio Shell na categoria especial de preparação de atores. Por apenas R$ 10, com direito a meia entrada para estudantes e maiores de 60 anos.

Considerando-se que R$ 10 pagam ingressos de cinema apenas no Centro da Cidade, pois nos cinemas de rua da Zona Sul e nos shoppings de qualquer bairro eles custam quase o dobro desse valor, assistir a espetáculos teatrais com grandes elencos, inclusive com orquestras no palco, por esse preço é um privilégio que não deve ser desprezado. Todos esses espaços recebem subsídios públicos, de formas variadas. Isso justifica os preços que cobram pela maioria dos espetáculos que apresentam. Não se trata de favor ou benesse voluntária, mas de contrapartida contratual.

Nós, como contribuintes, só podemos ficar satisfeitos que nosso dinheiro seja canalizado para obras às quais podemos assistir sem maiores sobressaltos financeiros.

Portanto, levante-se dessa cadeira, leia a programação da semana, escolha sua peça preferida e divirta-se. Vá ao teatro, e pode me convidar.

Os incompreendidos

Por Fernando Assumpção

Um amigo pelo telefone: “Como é caro consumir cultura no Brasil!”. Ele falava de um único filme (na justificativa dele) em DVD, de François Truffaut. De imediato concordo; porém, percebo que existe hoje um relaxamento com o consumo em cultura. Frouxidão, mesmo. As pessoas não se importam, ou não percebem que consumir qualquer outra coisa é tão caro quanto consumir cultura. Não percebem que os bens culturais trazem tantos benefícios quanto outros bens de consumo. Porém, com as funções de satisfação e prazer, funcionam como alimento à sensibilidade e à subjetividade.

O Cinema é dito como caro? Um chope com os amigos é o mesmo preço. O valor de um CD não é um absurdo se compararmos com um jantar naqueles antigos “Galetos” do centro da cidade ou dos bairros decadentes da zona sul.

E por aí se percebe que a cultura está ficando de lado. Uma espécie de preferência ou descaso de consumo. Como se o fato de uma cópia pirata substituísse todo o impacto que um CD ou um DVD proporciona. A não ida a um cinema ou a um espetáculo teatral anula a emoção de estar lá. Faz parte da construção da subjetividade dos indivíduos circularem pelos espaços culturais e se sentirem pertencentes a eles. Como parte, mesmo; aproveitando todo prazer que não é substituído por nenhuma outra saída.

A ida ao Maracanã, talvez, seja somente substituída pela ida ao sambódromo. Não se compara, é claro! Mas a emoção de quando a bateria de uma escola passa é tal qual quando se faz um gol. As energias das pessoas transbordam de seus corpos e irradiam um todo. Da repartição, da convivência, do momento único que um espetáculo presta.

Os preços dos bens culturais oferecidos, por diversas vezes são caros e, em muitas delas, abusivos. Até que ponto é falta de grana ou falta de vontade?

A cultura como a música dos titãs vociferando: desejo, necessidade e vontade.

E nessa mesma onda do rádio de pilha, entre as Americanas e a Modern Sound, mais uma loja de CD/DVD se despede no centro do Rio. Uma loja mediana, pendulando entre os preços acessíveis das Americanas e o acesso a produtos de qualidade como na famosa loja em Copacabana. É substituída por um restaurante de aperitivos japoneses, na rua São José.

Voltemos-nos ao plágio: Eu não quero só comida, quero diversão e arte.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Boletim CPC - Ano 1 - N° 15

Boletim CPC

Ano 1 - N° 15 – edição extra – 09/04/2008

Editorial:

Amig@s, seguimos com mais uma edição do Boletim Araca On-line, a segunda deste 2008. Tivemos problemas técnicos, mas a partir da próxima segunda-feira, 14/04/2008, voltaremos com nossa regularidade quinzenal.

Continuamos aceitando sugestões, críticas, notícias, programações e textos de até uma lauda para nossa coluna “Opinião”. Estamos na área, mais uma vez, como sempre e aguardando uma posição de vocês. Sem participação dos leitores e amigos, não temos muito o que fazer.

Este 2008, assim como o ano que passou, 2007, será de intensa produção cultural para nós, e vocês terão oportunidade de acompanhar por aqui e esperamos, ao vivo:

Neste mês de abril, teremos um grande salto, cujos detalhes publicaremos no próximo boletim, mas adiantando: nos próximos dias assinaremos contrato para utilização/parceria com um espaço cultural na Lapa/Glória, o “Solar das Anas”, centro alternativo de cultura, localizado em imóvel pertencente à família do arquiteto Oscar Niemeyer. O nome “Solar das Anas”, inclusive, homenageia as muitas “anas” que compõem aquela família.

Ainda no primeiro semestre, em junho, iremos lembrar os 20 anos de morte de Aracy, com uma exposição que estreará em 02/06, na Sala Carlos Couto, anexo do Teatro Municipal de Niterói.

No mesmo mês, e nos seguintes, tomaremos parte nas comemorações pelos 40 anos de 1968: o ano que mudou a cabeça política e cultural do Brasil.

No segundo semestre, ao lembrarmos os 70 anos da publicação da rapsódia “Macunaíma” por Mário de Andrade, lançaremos a segunda e revista edição da publicação “Macunaíma: Ministro da Cultura do Brasil – Mário de Andrade e as primeiras políticas públicas republicanas de Cultura”.

Abraços, saudações culturais.


Programação e notas:


· O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro está promovendo o seminário “Do Arquivo Almirante à Era Digital”, no qual se debaterá fontes e métodos de pesquisa, direitos autorais e novas tecnologias na difusão musical. O seminário acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de abril, das 14h às 18h, no MIS da Praça XV. Na pauta, temas como “No tempo de Almirante”, “Difusão Musical”, “Pesquisa e Memória” dentre outros, com palestrantes como Sérgio Cabral, Jairo Severiano, Luiz Carlos Saroldi, João Máximo, Paulo César de Andrade, Haroldo Costa, Santuza Naves, Ricardo Cravo Albin e Nehemias Gueiros. As inscrições são gratuitas até 10/04 – 5º feira – vagas limitadas – Por e-mail mis@mis.rj.gov.br – Por telefone: 2299-2816 ou 2224-8416 ramais 207 e 210.


· A Fundação Casa de Rui Barbosa promove encontro multidisciplinar de pesquisadores da instituição e de outras entidades em torno do tema das políticas culturais em seus mais variados aspectos. Nesta segunda, 14/04/2008, 14:30h, o tema é “A cultura do interior fluminense, Casemiro de Abreu e São Gonçalo: avanços e tensões, com Cleise Campos (mestranda em História Social e Política do Brasil e nossa conhecida e aguerrida combatente pela cultura). O encontro será na Sala de Cursos da “Casa Rui”, Rua São Clemente, 134 – Botafogo – entrada franca – informações: 21-3289-4636.



quinta-feira, 3 de abril de 2008

Inauguração

É com imenso entusiasmo, que os membros do Centro Popular de Cultura Aracy de Almeida, no intuito de ampliar ainda mais seus horizontes, lançam este sítio na Internet.

Dentro em breve, teremos mais novidades!